Jornal Ciência no seu WhatsApp

 

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número. Você receberá primeiro as notícias do Jornal Ciência em seu celular.

Cientistas australianos projetam filtro capaz de remover arsênico da água

de Merelyn Cerqueira 0

Tendo em mente que o envenenamento por arsênico em água potável ainda é uma preocupação para cerca de 137 milhões de pessoas em mais 70 países, pesquisadores australianos criaram um sistema de filtragem barato e simples que poderia ser a resposta para o problema.

 

E o dispositivo, de acordo com informações da Science Alert, pode ser feito a partir de peças recicladas. Os tratamentos atuais para remoção de arsênico das águas subterrâneas, como osmose reversa ou troca de ferro, não são considerados suficientemente eficientes ou rentáveis, o que significa que não são bem aproveitados em países como Vietnã e Bangladesh, que realmente precisam deles.

 

Logo, os pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Sydney (UTS), na Austrália, em parceria com a Universidade Nacional do Vietnã, criaram o modelo fácil e barato que poderia ser uma alternativa, especialmente para os países menos desenvolvidos. O envenenamento por arsênico é um processo lendo e gradual. Eventualmente, pode resultar em vários tipos de câncer e distúrbios gastrointestinais, criando um enorme problema de saúde pública.

 

Há três componentes para este sistema: uma membrana orgânica, um tanque/tambor em que essa membrana é inserida e um cartucho de absorção feito com produtos de resíduos industriais disponíveis localmente”, disse o líder do projeto,Saravanamuth Vigneswaran. “Esse sistema sustentável maximizará os recursos locais e minimizará o desperdício de arsênio e a poluição ambiental, melhorando a saúde e a qualidade de vida”.

 

A chamada membrana é basicamente um tipo de barreira seletiva, que também servirá para remover bactérias e conteúdos sólidos das águas subterrâneas contaminadas, assegurando que o produto final esteja próprio para consumo. A filtragem pode ser alimentada por gravidade, energia solar ou bomba manual”, explicou Vigneswaran. “As membranas podem durar até três anos, enquanto que os cartuchos que absorvem o arsênico serão periodicamente substituídos por novos (a cada três a seis meses)”.

 

Os cartuchos dispensados serão transformados em materiais de construção seguros, de modo que o arsênico descartado seja aproveitado com segurança, de acordo com os pesquisadores. O projeto vem sendo aperfeiçoado há anos, e os responsáveis já produziram uma série de artigos sobre o assunto, que você pode conferir aqui

 

O trabalho dos cientistas também foi recente laureado com o prêmio Tecnologia contra a Pobreza (Technology Against Poverty), oferecido por meio de uma parceria entre a innovationXchange e Google. O valor da recompensa, de mais de um milhão de reais, será utilizado para continuar transformando o trabalho em realidade.

[ Science Alert ] [ Fotos: Reprodução / Science Alert ] 

Jornal Ciência