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Babá doa fígado para salvar criança com doença terminal

de Merelyn Cerqueira 0

Talia Rosko tinha apenas dois meses de vida quando foi diagnosticada com uma doença terminal em seu fígado. Sem um transplante, ela morreria antes que pudesse completar dois anos.

 

Sabendo da condição da garota, Kiersten Miles, 22 anos, de Nova Jersey, EUA, que há pouco havia sido contratada para cuidar dos três filhos da família Rosko, decidiu que doaria parte de seu órgão para ajudar a menina. Após seis meses de testes, os médicos concluíram com êxito o transplante. No momento, ambas as pacientes se encontram bem e em recuperação, de acordo com informações do jornal Daily Mail.

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Os médicos disseram aos pais de Talia, George e Farra Rosko, que a menina provavelmente não sobreviveria se não fizesse o transplante. E então, após sete meses de busca por doadores, a família empregou Kiersten, uma estudante universitária local, sem saber que ela seria a resposta. Em apenas três semanas de emprego, a jovem decidiu que queria ser testada para compatibilidade, e os testes revelaram que a estudante era, de fato, compatível com a criança. Então, no mês passado os médicos conseguiram realizar com sucesso o transplante.

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Talia havia sido diagnosticada com atresia biliar, uma doença rara que ocorre como resultado de um processo inflamatório destrutivo, os ductos biliares intra e extra-hepáticos são afetados, destruindo as células e o próprio fígado. Imagens de ultrassonografia mostraram que o órgão de Talia estava completamente obliterado.

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Como procedimento temporário, os médicos removeram os ductos e a vesícula biliar da criança, substituindo-os por um segmento do intestino delgado. No entanto, a necessidade de um transplante se mantinha. No dia 11 de janeiro, após garantir autorização dos pais, Kirsten realizou testes e assinou uma série de documentos. Então, foi levada para um hospital universitário na Pensilvânia, onde teve parte de seu órgão removido para ser entregue em uma instituição próxima, na Filadélfia.

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A operação de Talia durou cerca de 14 horas. E embora Kirsten soubesse que jamais poderá doar o órgão novamente, mesmo que um dia tenha filhos e eles precisem, ela não se importou de ajudar a menina. É um sacrifício tão pequeno quando você compara com a possibilidade salvar uma vida”, disse ela entrevista a WTXF. “Alguns médicos disseram que ela possivelmente não teria passado dos dois anos”.

 

Ainda em recuperação, a jovem dedica suas energias para aumentar a consciência das pessoas em relação à necessidade das que precisam de órgãos e que hoje se encontram em longas filas de espera.

[ Daily Mail ] [ Fotos: Reprodução / Daily Mail ]

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