15 fatos terríveis sobre o Holocausto que você provavelmente não aprendeu na escola

de Merelyn Cerqueira 0

O século 20 pode ser considerado o mais sangrento de toda a história da humanidade. Marcado pelas duas guerras mundiais, ele sacrificou milhões de vidas humanas. Devemos reconhecer que o Holocausto foi uma das maiores crueldades provocadas: sob o comando do líder nazista Adolf Hitler, mais de seis milhões de pessoas, entre judeus e minorias morreram no processo. 

 

Dito isso, a lista abaixo, que não tem a intenção de descrever eventos conhecidos, apresentará alguns fatos esquecidos na história e que, portanto, dificilmente foram ensinados nas escolas.  

15 – A empresa ótica Leica salvou milhares de vidas 

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A Leica Camera AG, uma empresa alemã conhecia por suas criações ópticas de qualidade, ajudou milhares de judeus a escaparem dos horrores da repressão nazista.  Em 1943, quando a campanha de perseguição aos judeus começou na Alemanha, o então fundador e chefe da empresa, Ernst Leytz, surgiu com um plano consideravelmente inteligente. Ele contratou esses judeus e enviou-os com suas famílias a viagens de negócios aos EUA, Reino Unido, França e Hong Kong.  Toda a ação, chamada de “Trem Leica da Liberdade”, foi mantida em segredo, conseguindo salvar centenas de vidas no processo. 

 

14 – Até mesmo depois de libertados, os judeus continuaram a sofrer e morrer 

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Com o advento do final da guerra, e os campos de concentração sendo libertados pelas tropas soviéticas e aliadas, as pessoas de fato estavam livres de seus cativeiros, mas permaneceram presas a seus passados terríveis.  A maioria dos prisioneiros não conseguiu se adaptar à vida civil. Devido a uma forma de apego psicológico ao local que outrora foram confinados, passaram a se considerar criminosos.  Ainda, a condição física deles neste momento era deplorável. Muitos sofreram com doenças, exaustão e afins, e alguns deles, mesmo após receberem atendimento médico e alimentação adequada, acabavam morrendo. 

 

13 – Grupos de extermínio  

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Chamados de “Anzatsruppy”, do alemão “equipe de implantação”, estes soldados capturavam as pessoas que seriam levadas aos campos de concentração. Eles foram responsáveis pela destruição de comunidades inteiras.  Comparados a eles, os funcionários dos campos eram considerados pouco agressivos. Esses grupos paramilitares eram particularmente brutais, e matavam qualquer um que não demonstrasse aptidão para os campos de trabalho – a maioria das vítimas eram crianças e jovens. Eles eram considerados a “solução final para a questão judaica” e podem ser associados de várias maneiras a uma série de assassinatos em massa. 

 

12 – Os primeiros relatórios sobre os campos de concentração foram considerados falsos

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As tropas soviéticas foram as primeiras a libertar os prisioneiros dos campos, a maioria deles localizados na Polônia. O primeiro deles, Majdanek, próximo a Lublin, de acordo com estimativas mais conservadoras foi palco da morte de 80 mil pessoas, sendo que 60 mil delas eram judias. No entanto, quando a URSS passou essa informação aos norte-americanos e britânicos, eles não acreditaram nos números. Apenas mais tarde foram convencidos se tratar de dados confiáveis. 

 

11 – Witold Pilecki  

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Witold Pilecki participou da guerra como comandante do exército polonês. No entanto, quando sua tropa foi rapidamente derrotada, se juntou ao “exército secreto polonês”. Uma vez dentro, ele voluntariamente foi mandado para Auschwitz, onde ficou por dois anos reunindo informações sobre a vida no acampamento. Mais tarde, ele transferiu esses dados a seus companheiros com ajuda de um transmissor caseiro.

 

Pilecki conseguiu escapar de Auschwitz e continuou a trabalhar para o governo polonês de seu exílio. Reconhecido pela Polônia comunista como espião, ele foi preso e executado em 1948, e até 1990, qualquer menção a seu nome era proibida no país. Eventualmente ele teve seu caso revisado por um promotor independente, de modo que, mesmo que de forma póstuma, foi reabilitado e homenageado como herói de guerra. 

 

10 – Schindler não foi o único 

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Sabemos por meio da história, livros e produções cinematográficas que, embora o Holocausto tenha sido marcado por crueldade, desumanidade e sofrimento, ele também revelou o melhor de algumas pessoas. Embora a maioria delas estivessem abnegadas e desinteressadas a ajudar os judeus, pessoas como Schindler o fizeram. E ele não foi o único. Homenageados pelas comunidades judaicas como “Justos entre as Nações”, eles foram reconhecidos em um total de 26.119 pessoas de 51 países.  

 

9 – A negação  

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Há uma teoria que nega a ocorrência do Holocausto. Os partidários desta ideia afirmam que a “solução final para a questão dos judeus” só resultou na deportação em massa dos judeus da Alemanha.  Embora existam dados, imagens e filmagens que comprovem que o holocausto aconteceu, eles alegam que os horrores associados aos campos de concentração fazem parte de uma teoria da conspiração para enganar todo o mundo. Essa ideia é principalmente propagada por políticos mais extremistas, que constroem suas carreiras evocando sentimentos negativos em outras nações.  

 

8 – Conferência de Evian 

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Na primeira metade do século XX, o antissemitismo estava a todo vapor na Alemanha. Nos anos 30, o partido nazista da Alemanha fez com que a vida dos judeus locais se tornasse insuportável. Sabendo disso, o então presidente dos EUA, Franklin Roosevelt, resolveu reunir representantes dos países ocidentais e os nazistas para resolver essa questão. A reunião foi organizada em 1938, na França, em uma cidade chamada Evian-les-Bains.  

 

Porque nesta época os EUA lidavam com a Grande Depressão, limitaram a quota de emigração. Roosevelt então pediu ao Canadá, França, Grã-Bretanha e países da América Latina para ajudarem a refugiar judeus vindos da Alemanha. No entanto, quase todos estes países recursam o pedido, atribuindo a relutância a questão de formação de “problemas raciais”.  

 

7 – Outras vítimas do genocídio 

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É importante ressaltar que as vítimas do Holocausto não eram apenas judeus, embora estes fossem maioria. Os nazistas, considerando a questão racial, perseguiram também ciganos, romenos, eslavos, asiáticos e africanos. Também foram vítimas deficientes, homossexuais, dissidentes, toxicodependentes, prostitutas e qualquer um que ousasse esconder judeus.  Esses prisioneiros foram utilizados em experiências de todos os tipos, a maioria delas comandadas por Dr. Josef Mengele, conhecido como “Anjo da Morte”.  

 

6 – A “Banalidade do Mal” 

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Entre a infinidade de literaturas associadas ao Holocausto, uma das mais marcantes é chamada de Eichmann em Jerusalém, escrita por Hannah Arendt, uma teórica política alemã, que relata em seu livro “a banalização do mal”. Ela utilizou essa expressão para descrever como os nazistas agiam cumprindo ordens e sem pensar nas consequências de suas ações. Como tal, eram obrigados a servir o país, e por isso não se interessavam pelo destino dos prisioneiros. O nome do livro vem à alusão ao polêmico julgamento de Adolf Eichmann, que ocorreu em Israel em 1961, ao qual responderia por crimes de genocídio contra os judeus. 

 

5 – “Arbeit Macht Frei” – O Trabalho Liberta 

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Esta é a frase de boas-vindas no portão de Auschwitz aos recém-chegados prisioneiros judeus e de outros grupos minoritários. Ela foi tirada de um romance de 1872, de Lorentsa Difenbaha, uma escritora alemã nacionalista. A ideia era que a libertação espiritual de pessoas de baixo caráter moral ocorreria por meio do trabalho.  

 

4 – Seis milhões de mortos  

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De acordo com as estimativas mais atuais, o Holocausto resultou na morte de seis milhões de judeus. Os nazistas tomaram como meta limpar essas pessoas do mapa, e isso incluía homens, mulheres, crianças e idosos. Tome como dado de comparação o fato de quem em 1939, havia 17 milhões de pessoas na Alemanha. 

 

3 – Conferência de Wannsee 

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Em 1942, a liderança nazista e membros da SS se reuniram no subúrbio de Wannsee, em Berlim, para planejar uma forma de implementar de uma vez a “solução final da questão judaica” – o plano que resultou no genocídio dos judeus. 

 

2 – Resistência  

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Muitos dos judeus se renderam e aceitaram serem levados aos campos de concentração. Muitas dessas pessoas ingenuamente acreditavam que toda a operação serviria para mantê-los vivos. No entanto, posteriormente foram queimados vivos ou mortos em câmeras de gás.  De dentro dos guetos, criados pelos nazistas para conter os judeus, nasceram alguns movimentos de resistência.

 

Um especial, feito em Varsóvia, em 1943 foi palco de um movimento organizado por moradores que desesperadamente lutaram contra seus inimigos. Superados em número, muitos deles foram mortos e os sobreviventes levados aos campos de concentração. 

 

1 – “O sangue judeu será vingado” 

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Após o final da Guerra, os ex-prisioneiros dos campos organizaram unidades de guerrilha sob o nome de Nakam (do hebraico, ‘vingadores’). Fundada em 1945 por Abba Kovner, o objetivo do grupo, que tinha cerca de 60 membros, era se vingar pelo que ocorreu no Holocausto.  Eles acabaram se envolvendo no assassinato de alguns prisioneiros nazistas, condenados por crime de guerra. As mortes eram planejadas com a ajuda de arsênico, que colocavam na comida dos prisioneiros.

 

Em 1946, tentaram envenenar todo o abastecimento de água de cidades como Munique, Berlim, Hamburgo, Nuremberg e Weimar. A ideia deles era matar seis milhões de alemães, assim como o número de judeus que foram mortos no Holocausto. No entanto, a inteligência britânica conseguiu impedir a ação.

[ Offigeno ] [ Fotos: Reprodução / Offigeno ]

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