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Poluição nos oceanos: mapa interativo revela onde 5,25 trilhões de peças plásticas vão parar

de Redação Jornal Ciência 0

Cerca de 8 milhões de toneladas de plástico são jogadas no oceano todos os anos, ameaçando a vida marinha e seres humanos.

Um mapa interativo revelou para onde 5,25 trilhões de peças de plástico flutuaram desde que foram jogadas fora.

As densidades de plásticos são mostradas como pontos brancos pelo mapa, cada um deles representando 20 kg do lixo oceânico. O mapa interativo mostra quanto plástico é encontrado nos oceanos do mundo.

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A maioria vem de resíduos jogados em rios que vão parar no mar (Créditos: Dumpark)

No mapa da Sailing Seas of Plastic, os designers gráficos da Dumpark (Nova Zelândia) mostram a concentração estimada dos resíduos plásticos flutuando pelos oceanos.

Em um panorama geral, o mapa parece exibir apenas plásticos flutuando no oceano, “mas quando você amplia o mapa, percebe a complexidade da questão: o oceano é uma grande superfície, mas, como o céu noturno, possui diversos pontos brilhantes”, disse o pesquisador Laurent Lebreton.

O gráfico revela que o Oceano Pacífico Norte sofre a maior poluição plástica, com estimativas de 2 trilhões de peças individuais em suas águas. Isso significa cerca de 87 milhões de quilogramas, aproximadamente um terço da poluição plástica dos oceanos.

Muito desse resíduo está ao redor da China e do Japão, tracejando o Giro Pacífico Norte, um dos maiores giros oceânicos – poderosas correntes oceânicas causadas pelo vento e pelo padrão de rotação da Terra.

O mapa mostra que o Oceano Índico é um lugar muito afetado pela poluição plástica global, com 1,3 trilhão de pedaços de plástico flutuantes.

Pesquisas anteriores mostraram que 60% do lixo plástico do mundo vem de apenas 5 países: China, Indonésia, Filipinas, Vietnã e Tailândia. Provavelmente esta é a razão pela qual o Oceano Norte Pacífico e o Índico são muito poluídos, os giros carregam os resíduos para fora da costa desses países.

O mapa é baseado em um estudo chamado: “Poluição Plástica nos Oceanos do Mundo”, do oceanógrafo Dr. Marcus Eriksen. De acordo com o estudo, há 5,25 trilhões de pedaços de plástico em nossos oceanos, o suficiente para contornar a Linha do Equador 425 vezes.

Dr. Eriksen e seu time fizeram 24 expedições náuticas entre 2007 e 2013, cruzando os cinco maiores giros do planeta. Os pesquisadores pegaram 680 carregamentos de plástico em sua viagem e registraram 891 avistamentos de plástico flutuando, então trabalharam em um modelo estatístico para estimar como o plástico está espalhado pelos oceanos do mundo.

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Densidades de plástico são representadas com pontos brancos, e cada um deles representa 20kg de resíduo plástico
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Em um panorama geral, o mapa parece mostrar apenas plásticos flutuando no oceano, “mas quando você amplia o mapa, percebe a complexidade da questão: o oceano é uma grande superfície, mas, como a noite, possui diversos pontos brilhantes”, disse o pesquisador Laurent Lebreton

Eles descobriram que a soma do resíduo plástico pesa mais do que 38.000 elefantes-africanos.

A indústria sugere que a única solução são os esforços individuais – reciclar, incinerar e administração responsável de seus próprios resíduos”, Disse Dr. Eriksen.

“Mas na realidade, a indústria precisa desenvolver uma compensação – deveriam se esforçar para recuperar 100% de seus produtos ou fazê-los 100% inofensivos para o meio ambiente.”

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O gráfico revela que o Oceano Pacífico Norte sofre da maior poluição plástica, com estimativas de 2 trilhões de peças de plástico em suas águas
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O mapa mostra que o Oceano Índico é um lugar muito afetado, com 1,3 trilhões de pedaços de plástico. Pesquisas anteriores mostraram que cerca de 60% do resíduo plástico mundial vem da China, Indonésia, Filipinas, Vietnã e Tailândia
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O mapa é baseado em um estudo de 2014 no qual um time de oceanógrafos se lançaram em 24 expedições entre 2007 e 2013 pelos maiores giros da Terra. Na figura estão as localizações cuja densidade foi medida (direita) para diferentes tamanhos de fragmentos plásticos (abaixo e à esquerda de cada índice)
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A imagem mostra os números (direita) de diferentes tamanhos de fragmentos plásticos (abaixo e à esquerda dos índices) que o time encontrou. Vermelho indica alta densidade, verde indica baixa densidade. A equipe retirou 680 carregamentos de plástico em suas viagens e registraram 891 avistamentos desses corpos flutuantes

Dr. Eriksen e sua equipe também tentaram descobrir qual resíduo era mais comum: “Encontramos números absurdos daquelas bolinhas de desodorante roll-on. Os itens maiores tendem a ser plástico sólido: escovas de dentes, bonequinhos, bolas de quicar, galões de leite, baldes…”

Mas os pesquisadores disseram que a maioria do resíduo eram pedaços do tamanho de confetes. “Dos 5,25 trilhões de partículas, a equipe calculou que 92% são microplásticos, que ficaram assim pelos impactos sofridos, ou eram usados como esfoliantes faciais. A maioria dos microplásticos é tão pequena que é impossível dizer o que são”, segundo Dr. Eiksen.

“Você lança uma rede no oceano e ela volta com um monte de confete de plástico – partículas do tamanho de comida para peixe”, acrescenta Dr. Eriksen.

Fonte: Daily Mail Fotos: Reprodução / Daily Mail

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