Mais de 1.000 tubarões e arraias foram encontrados “enroscados” em lixo plástico

de Osmairo Valverde 0

O problema do lixo plástico na natureza aumenta a cada dia e os animais, especialmente os marinhos, são os mais prejudicados com a irresponsabilidade humana.

Vários grupos de ambientalistas alertam há décadas para o problema.

Infelizmente, o fato foi negligenciado por diversos governos, grandes empresas geradoras de lixo e pela sociedade.

Recentes imagens de animais presos em meio ao plástico chocaram internautas pela crueldade e sofrimento dos animais.

Um grupo de cientistas da Universidade de Exeter, no Reino Unido, resolveu focar sua atenção fazendo varreduras do fundo do mar para gerar vários estudos sobre o problema.

Na pesquisa, mais de mil tubarões, arraias, tartarugas e outros animais foram encontrados mortos ou agonizando em meio ao emaranhado de plásticos como redes de pesca, restos de embalagens e objetos descartados de modo imprudente.

Os cientistas estimam que o número pode ser absurdamente maior, visto que uma pequena área monitorada já apresentou índices tão altos.

Chamados de “equipamentos fantasmas”, as redes de pesca e objetos plásticos ameaçam a vida dos animais marinhos, além de trazer sofrimento injustificável.

Os animais encontrados vivos apresentavam sofrimento causados pela dor, fome, impossibilidade de movimentos, sequelas e cortes pelo corpo.

Na imagem de capa, um tubarão mako, também chamado tubarão-mako-cavala, foi fotografado no Oceano Pacífico com o corpo deformado e em estado de agonia. A rede de pesca provocou escoliose em sua coluna vertebral.

O cientista Kristian Parton comentou que provavelmente, no caso do tubarão da foto de capa, ele se enroscou na rede quando ainda era mais jovem.

Com o passar dos anos, a rede não se expandiu, então seu corpo se moldou a estrutura, gerando deformidade em sua coluna que gera dor e sofrimento constante, até o fim de sua vida.

Até o momento, 1.116 animais com casos terríveis de sofrimento por plásticos foram encontrados no estudo.

A pesquisa foi publicada na revista científica Endagered Species Research.  

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