Estas árvores retorcidas são uma escultura da natureza moldada pelo vento

de Redação Jornal Ciência 0

Sem seguir somente um estilo ou respeitar premissas estéticas estabelecidas, a natureza consegue criar as mais variadas obras de arte sem jamais perder a elegância – adaptando cada criação às variáveis de determinado local com beleza e força, como a grande artista que a natureza é.

E se você está atrás das mais loucas e incríveis obras de arte da natureza, a Nova Zelândia é definitivamente o lugar perfeito – como comprovam as árvores retorcidas pelas intensas ventanias de Slope Point, o ponto mais ao sul do país.

Os ventos na região são tão intensos que, apesar de um solo propício, as árvores e vegetações mais altas são escassas em Slope Point. As poucas árvores que resistem já crescem devidamente adaptadas – retorcidas e se inclinando de acordo com o soprar da ventania. É também por causa do vento que a região é praticamente inabitada: localizada a 4.800 quilômetros do Polo Sul e 5.100 quilômetros do Equador, os ventos antárticos viajam 3.300 quilômetros até finalmente atingirem furiosamente o sul da Nova Zelândia, onde somente as ovelhas conseguem passear.

Curiosamente, porém, não é somente a força dos ventos que expulsa as pessoas e contorce as árvores, mas principalmente sua constância: o fato do vento soprar o dia inteiro, todos os dias na região.

Talvez só mesmo a literatura seja capaz de precisar como é Slope Point, e para isso recorremos ao escritor Trevor Cree. “É algo incansável, como uma dor de dente roendo, que nunca cessa até a total submissão da vítima é alcançada”, escreveu. As árvores locais concordam.

Fonte: Hypeness Fotos: Divulgação

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