Jornal Ciência no seu WhatsApp

 

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número. Você receberá primeiro as notícias do Jornal Ciência em seu celular.

Larvas de mosquitos da Nova Zelândia constroem “cortinas” brilhosas espetaculares!

de Merelyn Cerqueira 0

Membros da ordem Diptera, esses mosquitos, chamados cientificamente de Arachnocampa luminosa, são encontrados exclusivamente na Nova Zelândia.

Recebem seu nome devido a sua peculiar capacidade de brilhar no escuro, utilizada para atrair e capturar suas presas.

Segundo o explorador Mark Sukhija, em seu site Mark’s Travel Notes, um dos lugares mais “espetaculares” para encontrá-los são as cavernas Waitomo Glowworm.

adulto

Segundo ele, os insetos possuem um ciclo de vida de quatro estágios. Primeiro, uma mosca põe em torno de 120 ovos. Cerca de 20 dias depois, as larvas eclodem, formando a segunda fase.

Assim, após esse nascimento, elas constroem um ninho, pendurando-se no teto por meio de fios de seda cobertos com muco bioluminescente.

Essas linhas brilhosas funcionam como armadilhas para insetos, que, atraídos pela luz, ficam presos até que sejam comidos.

arachnocampa01

Na terceira fase, a da pupa, que ocorre entre o período de larva e mosca adulta – equivalente à fase de casulo da borboleta – são produzidos os fios brilhantes, onde ficam penduradas por cerca de 13 dias.

Na quarta e última, a adulta, o inseto não se alimenta mais, sendo sua única função acasalar e propagar a espécie. O macho aguarda a fêmea emergir de sua pupa para que a reprodução ocorra imediatamente.   

 arachnocampa03

Para que sobrevivam, esses mosquitos precisam da umidade, que mantém as linhas pegajosas, suspensas e brilhantes. De acordo com a bióloga Karlla Patricia, do Diário de Biologia, a bioluminescência desses insetos ocorre devido às reações químicas dentro de um órgão localizado na extremidade do tubo excretor.

Semelhante aos vagalumes, que produzem a enzima luciferase juntamente com a luciferina e oxigênio para que ocorra a luminosidade natural, as Arachnocampa o fazem para atrair alimentos. Assim, quanto mais faminta estiver, mais forte brilhará, com fios que podem chegar até 50 centímetros de comprimento.

Fonte: Diário de Biologia Fotos: Reprodução / Diário de Biologia

Jornal Ciência