Como surgiu a “Trend do Corretivo” ou “Desafio Euphoria”, que preocupa professores e pais

O desafio teve início na plataforma TikTok e preocupa pais pela inalação de corretivo na forma de pó

de Redação Jornal Ciência 0

Um novo tipo de desafio viralizou nas redes sociais aqui no Brasil e está deixando pais e professores assustados pelos riscos envolvidos. De acordo com os relatos, pelo menos escolas de três estados, como Paraná, São Paulo e Santa Catarina, já registraram ocorrências.

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Tudo começou com vídeos no TikTok, onde jovens adolescentes resolveram passar líquido corretivo em uma superfície. Após seco, o líquido torna-se duro, então, é raspado para adquirir forma de pó.

O desafio estimula que outros jovens façam fileiras do pó (como se estivessem imitando o uso de cocaína) para cheirar. Alguns, ensinam guardar o pó para ser “cheirado” em outra ocasião, já que após seco, o corretivo não fica aglutinado e continua “soltinho”.

De acordo com especialistas em Direito, a prática em si não é considerada crime ou ilegal, mas especialistas alertam que cheirar corretivo pode causar danos à saúde.

Apesar de ser feito à base d’água, isso não significa ser inofensivo. O branco que vemos do corretivo é derivado de uma substância chamada dióxido de titânio — mesma substância encontrada em filtros solares.

O “Desafio Euphoria”, também chamado de “Trend do Corretivo”, faz alusão à série Euphoria, da HBO, que é exibida no streaming HBO Max. Na série, que é classificada para 18 anos, jovens adolescentes lidam com questões do ensino médio — permeando também o uso de drogas.

Por que desafios seduzem adolescentes?

De acordo com psicólogos, os desafios da internet, por mais bizarros que possam parecer, faz com que o jovem sinta a necessidade de estar integrado ao grupo.

É como se o fato de não participar de um desafio proposto, o torna fora desse grupo social que ele precisa pertencer. Adolescentes, em geral, precisam de um lugar de “pertencimento”, fora da zona de conforto da família e com as redes socais, essa sensação ganhou proporções enormes.

Psicólogos ressaltam que cabem aos pais fazer o intermédio e controle sobre o que os filhos veem e fazem na internet e nas redes sociais.

Deixá-los de forma totalmente livre sem acompanhá-los pode gerar uma série de consequências deletérias, como ocorreu no caso do jogo da Baleia Azul, onde vários jovens morreram ao redor do mundo sem os pais saberem o que acontecia na internet.

Imagens: Divulgação

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