“Problemas” comportamentais lideram no ranking das causas de abandono de animais de estimação

de Gustavo Teixera 0

O abandono de animais é um problema no Brasil. Em 2013, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou um número próximo dos 30 milhões de animais abandonados, sendo 10 milhões de gatos, e 20 milhões de cachorros.

 

Uma pesquisa realizada pela Universidade Técnica de Lisboa, em Portugal, revelou que a maior causa do abandono de animais se deve a “problemas” comportamentais dos bichinhos.

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Outro fato também descoberto por essa pesquisa, foi que somente nos Estados Unidos, cerca de 224 mil animais domésticos foram submetidos à occisão, que é o processo de morte induzida. Mas porque o comportamento do animal passou a ser difícil? Será que o dono do animal pode ter influenciado no surgimento desse “problema” de comportamento?

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“Nostrand, abandonado com seus objetos em rua de Nova York, onde miou por horas até ser enxotado por um gari. Felizmente, foi resgatado, castrado e doado.”

É importante determinar se o comportamento se trata de uma resposta normal ou de uma resposta normal problemática para o dono. Também pode ser um comportamento anômalo ou até mesmo a indicação de uma alteração médica primária”, disse a pesquisadora Elsa Palma Teixeira, que é autora do estudo.

 

Portanto, a alteração de comportamento do animal pode ser um sintoma de alguma mudança fisiológica. Mas, é preciso ter conhecimento da espécie e raça do animal para poder diferenciar um problema comportamental de um comportamento corriqueiro. Mais precisamente conhecendo a história evolutiva do animal.

Por exemplo, muitos gatos deixam o pote de água intocado, mas sobem na pia para beber as gotas que saem da torneira. Isso acontece por que o gato domesticado ainda é parecido geneticamente com o gato selvagem, que está acostumado a beber água corrente de rios e córregos, por isso alguns gatos domesticados não bebem a água parada do pote.

 

Muitos outros problemas comportamentais não são percebidos pelos donos. Mas é preciso compreender que animais não são seres humanos, muito menos produtos. É necessário entender que o animal é de uma outra espécie com características específicas e individuais, e para compreendê-las é preciso estudá-las. Só assim será possível ajudar o animal no processo de adaptação às iniciativas de domesticação.

[ Diário de Biologia ] [ Fotos: Reprodução / Diário de Biologia ]

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