De onde surgiu as alianças de casamento? Por que usamos no quarto dedo da mão esquerda?

A aliança de casamento se tornou onipresente no mundo do amor e do casamento, mas sempre foi assim?

de Redação Jornal Ciência 0

Depois de um casal oficializar a união, espera-se que os dois usem alianças o tempo todo – e se não o fizerem, é considerado um sinal de que não estão comprometidos.

As alianças como anéis de casamento, na verdade, têm uma longa história como símbolo de amor e compromisso. Quando você usa uma aliança, você está participando de uma tradição mantida desde os tempos antigos. Vamos dar uma olhada nessa história!

As primeiras alianças de casamento

O primeiro exemplo registrado de aliança de casamento tradicional foi encontrado no Antigo Egito, há mais de 3.000 anos.

De acordo com os hieróglifos dos pergaminhos da época, os casais começaram a fazer anéis um para o outro de cânhamo, junco, couro ou marfim.

Quanto mais caros seus materiais, mais amor se acreditava que você tinha por seu parceiro (felizmente, sabemos que não é o caso atualmente). A forma circular do anel também simbolizava o amor eterno e inquebrantável – um significado que ainda atribuímos aos anéis de hoje.

Com o passar do tempo, outras culturas adotaram a tradição da aliança de casamento. Na Roma Antiga, os noivos davam às suas noivas um anel de ferro, o que os torna os primeiros predecessores dos nossos modernos anéis de metal.

O anel de ferro trouxe um novo significado à tradição da aliança de casamento; agora representava não apenas o amor eterno, mas um amor forte e duradouro. Os romanos também foram algumas das primeiras pessoas a personalizar seus anéis, muitas vezes gravando os rostos do casal na banda.

Por que a mão esquerda?

Assim como fazemos hoje, os casados nos tempos antigos usavam suas alianças no quarto dedo da mão esquerda, contando a partir do polegar – chamado de dedo anelar ou anular. Existem duas teorias prevalecentes sobre como essa tradição começou.

Para nações politeístas como os gregos e romanos, dizia-se que esse dedo continha a “vena amoris”, ou veia do amor. Acreditava-se que essa veia corria do dedo anular direto para o coração e, portanto, era o melhor lugar para guardar o símbolo de amor.

Claro, agora sabemos que o sistema circulatório não funciona dessa forma, mas a localização do anel não mudou.

À medida que o Cristianismo se espalhou, surgiu outro motivo para colocar uma aliança de casamento no quarto dedo. Durante uma cerimônia de casamento cristão, o sacerdote fazia uma oração sobre o casal, encerrando-a com: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Enquanto orava, o sacerdote tocava cada dedo da mão esquerda, começando com o polegar (um dedo para cada um para o Pai, Filho e Espírito Santo).

Como ele disse: “Amém”, o sacerdote selaria a união matrimonial colocando o anel no quarto dedo. Apesar de existir crenças diferentes do Cristianismo e casamentos não religiosos, a tradição da localização do anel permaneceu inalterada.

Um diamante é para sempre

A tradição dos anéis de casamento rapidamente se espalhou por todo o planeta. Os europeus do século 15 optaram por “anéis de flores”, que continham poemas curtos gravados na banda.

A cultura judaica ditava que uma aliança de casamento só poderia ser um círculo de ouro maciço ou prata (a falta de pedras preciosas ou detalhes de trabalho simbolizava um casamento descomplicado). Os muitos significados e conotações passaram a moldar como nos sentimos a respeito dos anéis de casamento hoje.

Foi em 1475 que o anel de casamento moderno nasceu. Quando o Condottiero (uma espécie de capitão militar italiano com comando ilimitado) Costanzo Sforza se casou com Camilla D’Aragona, eles resumiram a cerimônia com a seguinte estrofe: “Duas vontades, dois corações, duas paixões estão unidas em um casamento por um diamante”.

O casal iniciou uma tendência de casamento de diamante e anéis de noivado, embora, como a maioria das tendências, fosse estritamente para os casais mais ricos.

Mary Frances Gerety, criadora da frase “Um diamante é para sempre”. Fotos: Reprodução

Na verdade, os anéis de diamante eram considerados um luxo da alta sociedade do século 15 ao 20, até que a redatora Mary Frances Gerety escreveu o famoso slogan “Um diamante é para sempre”.

Ela criou esta campanha para a empresa De Beers em meados dos anos 1940, e um império nasceu! Hoje em dia, os diamantes são a pedra mais comum em um anel de noivado ou aliança de casamento.

Portanto, da próxima vez que você olhar para seu anel de noivado ou aliança de casamento, pense nos séculos de história e tradição que levaram aquele lindo anel a seu dedo.

Fontes: Wedding Bee / Today I Found Out Foto de Capa: Divulgação 

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