Conheça a surpreendente história desta árvore solitária

de Julia Moretto 0

É difícil saber qual árvore mais solitária, mas por várias décadas essa distinção pertenceu à árvore de acácia Ténéré, situada no deserto do Saara. No entanto, em 1973 esta árvore teve um desfecho extremamente improvável.

A árvore não esteve sempre sozinha, há milênios ela era parte de uma floresta considerável. Devido às mudanças climáticas ao longo dos anos, as árvores morreram e o que antes era uma área de floresta foi reduzida a uma vasta terra desértica.

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A região do Ténéré tornou-se uma das áreas mais áridas, com pouca vegetação e uma precipitação média anual de apenas 2,5 cm.

A água acabou ficando escassa, mesmo a subterrânea. Por volta do início do século XX, um pequeno grupo de acácias era tudo o que restava das árvores do Ténéré. Com o tempo, toda vegetação morreu, deixando uma única árvore sobrevivente em um raio de 400 quilômetros.

Como resultado, a árvore de três metros de altura tornou-se um marco para os viajantes do deserto.

Sua capacidade de sobreviver era um mistério no início, mas durante o inverno de 1938-1939, quando o exército francês cavou um poço próximo para aumentar a utilidade do local, descobriu que o sistema radicular da árvore estava tirando água de uma fonte de 35 metros abaixo do solo.

Durante ou após a construção do poço, um caminhão no local apoiou na árvore e quebrou um de seus ramos principais. A árvore conseguiu sobreviver ao impacto, embora sua forma de “Y” estivesse perdida.

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Nas décadas que se seguiram, as caravanas que negociavam e andavam pelo Saara muitas vezes pararam para tomar água desse poço.

A árvore era tão essencial para a navegação dos moradores do grande deserto que a prejudicar era inconcebível.

A árvore apareceu em mapas de grande escala do deserto como um dos únicos pontos de referência. Em 1973, um caminhão conduzido por um líbio – supostamente bêbado – perdeu o controle. Apesar da extensão plana e aberta, o caminhão saiu da estrada e bateu na única árvore de toda a região.

Em novembro daquele ano os restos da lendária árvore foram recuperados e transportados por outro caminhão para o Museu Nacional do Níger, na capital, Niamey, onde ainda reside. No local original da Árvore de Ténéré, um artista anônimo construiu um monumento de metal composto de tubos reciclados, barris de combustível e peças de automóveis descartadas.

Fonte: History Daily Fotos: Reprodução / History Daily

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