Saiba como funcionam os mísseis lançados pelos EUA contra a Síria

de Julia Moretto 0

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Provavelmente você está acompanhando os conflitos na Síria, que recentemente resultaram em um ataque de armas químicas na cidade de Khan Sheikhoun.

 

Este episódio, em que 80 pessoas morreram, despertou a revolta nos EUA, que lançaram uma resposta à base síria de Shayrat – local em que o serviço de inteligência americano acredita que a al-Assad mantinha armas químicas. A base abrigava soldados sírios e russos.

 

O objetivo dos EUA era acabar com edifícios usados como armazéns de munição, radares e hangares pelas tropas de al-Assad. A saída para isso foi lançar 59 mísseis Tomahawk a partir de navios de guerra localizados no Mediterrâneo.

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Como funciona

Talvez você já tenha escutado sobre Tomahawk — ou BMG-109 Tomahawk —, certo? Essas armas são mísseis de cruzeiro, ou seja, são equipados com motores a jato, subsônicos e de longo alcance. A primeira vez que apareceram foi no início da década de 90, durante a Guerra do Golfo. Essa ferramenta marcou a “Operação Tempestade no Deserto”, em 1991.

 

Elas foram projetadas pela General Dynamics e atualmente fabricadas pela Raytheon Company. Os mísseis têm cerca de 5,5 metros de comprimento, quase 52 centímetros de diâmetro, uma envergadura de asa que passa dos 2,6 metros, pesa mais de 1,3 mil quilos e foram projetados para funcionar em baixas altitudes com velocidades subsônicas. Há várias versões do Tomahawk e cada uma carrega explosivos distintos, como o UGM-109A, que leva uma ogiva nuclear W80, o RGM/UGM-109C, equipado com uma ogiva convencional de 450 quilos, e o RGM/UGM-109D, que leva uma bomba de fragmentação que contém 166 sub munições.

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O mais recente modelo é o RGM/UGM-109E Tomahawk, que tem capacidade para 450 quilos de explosivos, que podem ser lançados a uma velocidade de 900 quilômetros por hora. Os mísseis também têm autonomia de cerca de 1,6 mil quilômetros, além de alterarem sua altitude de voo durante a trajetória. Eles também são operados a distância, o que garante segurança para pilotos e soldados. Outra vantagem desse tipo de armamento é que também pode ser usado em navios de guerra e submarinos.

Os disparos são feitos a partir de um tubo de lançamento à pressão que também protege nos processos de transporte e armazenagem. Quando estão no ar, as asas e os dispositivos aerodinâmicos dos Tomahawk se abrem e os motores entram em ação. Guiados por GPS e satélite, a navegação pode ser deslocada durante o percurso.

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Além disso, a arma possui câmeras e sensores, fornecendo dados e imagens do trajeto. Em outubro de 2016, os EUA lançaram o Tomahawk em três localidades no Iêmen, após os rebeldes –liderados por Hussein Badreddin al-Houthi–dispararam mísseis contra os navios norte-americanos.

[ El País ] [ Fotos: Reprodução / El País ]