França inaugura primeira estrada solar do mundo

de Julia Moretto 0

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Autoridades francesas abriram a primeira estrada solar do mundo na região da Normandia, na França, com 1 km de extensão coberto por 2.880 painéis fotovoltaicos.

 

A pista de teste, chamada de Wattway, passa pela pequena cidade de Tourouvre-au-Perche. É esperado que ela seja usada por aproximadamente 2.000 motoristas diariamente durante um período de teste de dois anos, para ver quanta eletricidade pode gerar. O projeto foi financiado pelo Ministério do Ambiente do país e construído pela empresa de engenharia Colas. Segundo os especialistas, a Wattway vai gerar energia suficiente para manter todas as luzes de rua de Tourouvre-au-Perche.

 

A obra foi projetada para produzir 280 megawatts por hora (MW/h) de energia por ano, com uma produção elétrica estimada de 767 quilowatts-hora (kW/h) por dia. O Ministério do Meio Ambiente diz que é suficiente para fornecer iluminação pública para uma população de 5.000 pessoas. Dessa forma, os 3.400 moradores de Tourouvre-au-Perche devem ter suas noites iluminadas por essa tecnologia.

 

Para se ter ideia, 1.000 km de estrada solar forneceriam energia elétrica para cerca de 5 milhões de pessoas – cerca de 8% da população da França. Alguns críticos dizem que o custo da construção é cerca de US$ 5,2 milhões (ou cerca de R$ 16,5 milhões) e que a energia produzida pela estrada solar custa 13 vezes mais do que a produzida por painéis solares convencionais.

 

Parte disso é atribuível à estrutura única, que foi projetada para resistir ao grande número de carros e caminhões de grande porte. Os painéis são cobertos com uma resina contendo folhas de silicone, para que possam sobreviver ao tráfego pesado. Por outro lado, projetos de painéis solares semelhantes, como uma ciclovia que abriu na Holanda em 2014, duram tempo suficiente para suportar o peso e atrito dos ciclistas.

 

Segundo especialistas, a ideia da estrada não é, em última análise, tão prática quanto a construção de painéis solares no telhado de casas. Por esse motivo, há diversas dúvidas sobre essa prática.

[ Science Alert ] [ Foto: Reprodução / Science Alert ]