Veja como a Netflix vai funcionar após decisão de não permitir que usuários compartilhem senhas

Espera-se que o novo plano de preços seja lançado globalmente em 2023 após a crise de cancelamentos em massa de assinaturas

de Redação Jornal Ciência 0

Atualmente, a Netflix tem 222 milhões de assinantes em todo o mundo e estima-se que mais 100 milhões de casas usam o serviço com uma senha compartilhada.

Jornal Ciência no seu WhatsApp

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número nos seus contatos. Você receberá notícias do Jornal Ciência diretamente no seu celular.

Basta olhar para um tweet de 2017, onde a gigante do streaming até incentivava a prática. Mas tudo mudou após a empresa perder mais de 200.000 assinantes entre janeiro e março deste ano em todo o mundo.

Com isso, houve queda de faturamento, e parece que a Netflix está procurando uma maneira de acabar com a “farra” de compartilhamentos de senhas — algo comum entre parentes e amigos.

Netflix testou a ideia em 3 países

Inicialmente, a Netflix testou sua nova estratégia com usuários do Chile, Costa Rica e Peru. A plataforma passou a permitir que os assinantes compartilhassem suas senhas com pessoas fora de casa, mas, elas precisam pagar um valor extra pela comodidade, de acordo com Chengyi Long, diretor de inovação de produtos da Netflix.

Assim, a empresa habilitou um novo recurso nos países mencionados caso você queira compartilhar sua senha e login com outras pessoas.

Por lá, os planos chamam-se Standard e Premium, permitindo adicionar até 2 usuários adicionais que não moram na sua casa.

Essas pessoas têm seus próprios logins, recomendações e perfis na Netflix. No entanto, essas comodidades vêm com um aumento de preço.

Em última análise, isso fez com que o titular da conta pagasse mais por cada “subconta” ou usuário compartilhado. Uma maneira encontrada pela Netflix para compensar a perda de receita.

“Se você tem uma irmã, digamos, que mora em uma cidade diferente e quer compartilhar a Netflix com ela, isso é ótimo”, disse Greg Peters, diretor de operações da Netflix, em entrevista ao portal Infobae.

“Não estamos tentando acabar com essa troca, mas vamos pedir que você pague um pouco mais para poder compartilhar com alguém para obter o benefício e o valor do serviço, mas também teremos a receita associada com essa visualização”, acrescenta.

Netflix tem 1 ano para planejar projeto

A Netflix não deixou claro quanta receita espera gerar com a execução dessa estratégia, mas deu uma possível data de início para seu plano de cancelar contas conjuntas. De acordo com Peters, parece que essa nova forma será implementada globalmente em 2023.

“Estamos tentando encontrar uma abordagem equilibrada. Para definir suas expectativas, acho que passaremos 1 ano ou mais repetindo e implementando tudo isso para que possamos lançar essa solução globalmente, incluindo mercados como os Estados Unidos”, explica Greg Peters.

O que realmente chama a atenção, conforme revelado por um estudo da Time2Play, é que essa parece ser a única solução que a gigante do streaming precisa para acabar com as senhas compartilhadas.

A pesquisa mostra que quase 80% dos norte-americanos que usam a senha de outra pessoa não criariam sua própria conta, portanto, nenhum novo usuário entraria se essa opção fosse totalmente removida, a menos que se tornasse uma prática obrigatória — o que talvez seria um tiro no “pé”.

No momento, há algumas questões pendentes que serão resolvidas à medida que nos aproximarmos da implementação final do projeto. Por exemplo: e se o assinante titular não quiser pagar nenhuma taxa adicional?

A empresa precisa responder aos anseios de seus consumidores que demonstraram estar insatisfeitos com os serviços de streaming, após os cancelamentos em massa que ocorreram nas últimas semanas, não somente na Netflix, mas em diversas plataformas.

Fonte(s): Infobae Imagens: Reprodução / Milênio via Infobae

Jornal Ciência

no seu WhatsApp

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número nos seus contatos. Você receberá notícias do Jornal Ciência diretamente no seu celular.

Obs: É necessário salvar nosso número e enviar “olá” para validar o cadastro. São milhares de leitores. Aproveite. É grátis!

Jornal Ciência