Jornal Ciência no seu WhatsApp

 

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número. Você receberá primeiro as notícias do Jornal Ciência em seu celular.

Uma em 4 crianças está exposta ao fumo passivo de cigarros eletrônicos, segundo estudo

de Merelyn Cerqueira 0

Um relatório divulgado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) descobriu que 25% dos estudantes do ensino fundamental e médio estão expostos ao fumo passivo, de acordo com o Daily Mail.

No entanto, embora alguns fumem, o estudo descobriu que 4,4 milhões deles não são fumantes do total de 6,5 milhões de expostos ao item.

Em dezembro do ano passado, o cirurgião geral, Dr. Vivek Murthy, relatou que a exposição ao fumo passivo de cigarros eletrônicos era prejudicial por causa das muitas substâncias tóxicas presentes no produto, incluindo nicotina e metais pesados. 

Estudos anteriores já haviam descoberto que a nicotina pode afetar o desenvolvimento do cérebro infantil.

“Sabemos que cigarros eletrônicos não são inofensivos e é fundamental proteger a juventude de nossa nação contra este risco de saúde evitável”, disse o coautor do estudo Brian King, vice-diretor de tradução de pesquisa no Escritório do CDC sobre Tabagismo e Saúde.

O uso de cigarros eletrônicos nos EUA aumentou em 2007, quando o produto foi induzido no mercado do país. Desde então, eles continuam a ser o produto de tabaco mais consumido entre jovens norte-americanos.

De acordo com dados do estudo, houve um aumento de 900% no uso entre os jovens de 2011 a 2015. Isso significa que os cigarros eletrônicos ultrapassaram os cigarros convencionais, charutos, tabaco para mascar e outros produtos populares.

O relatório divulgou ainda que o sabor é uma das razões mais comuns dadas pelos jovens para justificar o uso. No entanto, esses sabores são feitos com produtos químicos que podem ser prejudiciais à saúde. 

“Um exemplo é o diacetil, que é conhecido por produzir o sabor amanteigado na pipoca”, disse King. “Estudos ligaram a inalação de diacetil a uma doença respiratória grave”.

O CDC descobriu, com base nos dados da Pesquisa Nacional do Tabaco realizada em 2015, que a exposição aos químicos dos cigarros eletrônicos era maior entre as meninas (cerca de 27%) do que para os meninos (22%). Ainda, enquanto que 15% desses estudantes eram negros, 27% eram brancos.

De acordo com os pesquisadores, se essas crianças e adolescentes são expostos ao fumo passivo, é bem provável que no futuro se tornem fumantes. 

“As pessoas que usam os vários produtos do tabaco também estão em ambientes sociais com outras pessoas que usam cigarros eletrônicos e afins”, disse King acrescentando que para proteger os jovens da exposição o ideal é que o governo considere modernizar políticas do fumo ao ar livre para incluir cigarros eletrônicos.

“Essas políticas podem abordar o uso de tais produtos em ambientes fechados, e houve um impulso considerável em todo o país nos últimos anos”, disse ele. Atualmente, oito estados e cerca de 500 comunidades permitem o fumo de cigarros eletrônicos em ambientes fechados.

Fonte: Daily Mail Foto: Reprodução / Flickr

Jornal Ciência