Saiba por que esta mulher teve óleo em seus pulmões por mais de 50 anos!

de Julia Moretto 0

Uma mulher de 86 anos, que não teve o nome revelado, foi ao médico em uma consulta rotineira e descobriu que seu pulmão esteve com óleo por cerca de 50 anos.

O caso ocorrido na Flórida foi explicada pelo New England Journal of Medicine nesta semana. A mulher visitou os médicos depois de queixar-se de uma sensação ardente no peito.

Curiosamente, ela não tivera problemas respiratórios. Então, foi diagnosticada (e tratada) como tendo refluxo ácido e seus sintomas melhoraram.

No entanto, ela também realizou uma radiografia de tórax, que mostrou uma “opacidade densa” na área superior do pulmão esquerdo.

Acontece que a mulher idosa recebeu um tratamento na década de 1950 para tratar tuberculose pulmonar que envolvia injeções de óleo no pulmão, no espaço pleural – o espaço fino cheio de líquido entre os pulmões – em uma tentativa de inativar o problema pulmonar.

O tratamento não foi oficialmente praticado no mundo ocidental por décadas. Os tipos de óleos variavam, mas os médicos usavam regularmente parafina líquida, óleo mineral, azeite, óleo de fígado de bacalhau, óleo de amendoim ou óleo de semente de algodão.

“Infelizmente, não podemos dizer qual era o tipo de óleo apenas olhando para a radiografia”, disse Abhilash Koratala, um professor assistente de Medicina que investigou o caso, em entrevista ao IFLScience.

“A preferência variava entre as diferentes partes do mundo. Até onde eu sei, o azeite foi o mais popular”.

Os médicos da Universidade da Flórida dizem que os pacientes eram tipicamente obrigados a retornar ao médico para que o óleo fosse aspirado e removido. No entanto, se os pacientes não apresentassem sintomas, alguns esqueciam ou optavam por não retornar. Eles diziam que a paciente não tinha complicações causadas pelo óleo.

“Ela não recebeu nenhum tratamento”, acrescentou Koratala. “Como ela ficou assintomática por anos, não há nenhuma indicação de fazer qualquer procedimento invasivo para aspirar o óleo neste momento. O risco de tal procedimento supera o benefício para esta senhora idosa”. 

“Na verdade, a coisa mais importante que os médicos podem aprender com este caso é evitar procedimentos desnecessários quando se deparam com algo “assintomático”. Por outro lado, temos de estar conscientes das complicações, como infecção e desconforto respiratório”.

Fonte: IFL Science Fotos: Reprodução / IFL Science

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