O som pode viajar através do espaço, mas não podemos ouvi-lo, diz pesquisador

de Bruno Rizzato 0

Você com certeza já ouviu falar que o som não se propaga no vácuo, pois não há quaisquer moléculas ou átomos para sustentar as vibrações de áudio. Acontece que, de acordo com os cientistas, esta informação só é correta até certo ponto.

Jornal Ciência no seu WhatsApp

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número nos seus contatos. Você receberá notícias do Jornal Ciência diretamente no seu celular.

Sabe-se que o espaço não é um vazio completo, embora grande parte realmente o seja. O gás e a poeira interestelar deixados para trás por estrelas velhas e às vezes usados para criar novos corpos, têm o potencial de carregar ondas sonoras, que nós simplesmente não somos capazes de ouvir. As partículas são tão espalhadas e as ondas sonoras são resultantes de uma frequência tão baixa, que elas estão além das capacidades da audição humana.

Kiona Smith-Strickland explica no Gizmodo, que o som da colisão entre moléculas é semelhante a uma pedra caindo em um lago, com as ondulações de aumento gradual, depois perdendo sua força. É por isso que só podemos ouvir sons gerados perto de nós. Quando uma onda sonora passa, ela provoca oscilações na pressão do ar, e o tempo entre essas oscilações representa a frequência do som (medida em Hertz). Assim, a distância entre os picos de oscilação é o comprimento de onda.

Se a distância entre as partículas do ar é maior do que este comprimento de onda, o som não pode fazer a ponte e as “ondulações”. Portanto, para emitir som, é preciso um grande comprimento de onda, que viria transversalmente, aproximando uma partícula em certas partes do espaço. Estando abaixo de 20 Hz, tais “ultrassons” não são audíveis.

Um exemplo observado pelo site é de um buraco negro, que emana a nota mais baixa conhecida pelos cientistas até agora, bem abaixo da nossa gama de audição. Acompanhando a capacidade auditiva humana, seria preciso esperar cerca de uma oscilação a cada 10 milhões de anos, para captar o som de um buraco negro. Isso porque os nossos ouvidos captam a oscilação em 20 vezes por segundo. Apenas por um curto período de tempo após o Big Bang (há cerca de 760 mil anos), o Universo era denso o suficiente para sons normais passarem por ele.

[ Science Alert ] [ Foto: Reprodução / Marshall Space Flight Center da NASA ]

Jornal Ciência