Identidade de Mona Lisa está errada, de acordo com estudo que usou o plano de fundo

Lisa Gherardini não seria a verdadeira face que brilha na tela pintada por Leonardo da Vinci

de Redação Jornal Ciência 0

Uma teoria recente sobre a localização real da paisagem do famoso quadro “Mona Lisa” — pintado por Leonardo da Vinci — coloca em dúvida a verdadeira identidade da mulher retratada que estudiosos do pintor italiano acreditavam saber, até agora.

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Apesar de os especialistas concordarem que Lisa Gherardini foi retratada no interior da Toscana, a historiadora medievalista, Carla Gori, insiste há vários anos que, na verdade, a paisagem atrás de Mona Lisa é Bobbio — uma cidade localizada em Piacenza, norte da Itália.

Não somente isso. A historiadora afirma que a vista usada para eternizar o quadro foi a partir do castelo de Malaspina dal Verme, que mostra o ângulo de visão que o pintor teria usado ao retratar Mona Lisa.

A teoria foi reforçada após confirmação da presença de Leonardo da Vinci em Pierfrancesco di Gropparello, uma cidade muito próxima de Bobbio.

O estudo é trabalho de investigação científica dos especialistas Andrea Baucon, da Universidade de Gênova, e Gerolamo lo Russo, do Museu de História Natural de Piacenza.

“Estudos realizados em icnofósseis (traços fósseis de vestígios de seres vivos antigos) mostraram que as mesmas formas em pedra foram estudadas e reproduzidas por Leonardo no Leicester Codex”, disse Carla Gori à agência Ansa, na semana passada.

Codex Leicester é um livro, também chamado de Códice Hammer, onde foram compilados pelos historiadores, textos e desenhos produzidos por Leonardo da Vinci entre 1508 e 1510.

“Recebi a confirmação de paleontólogos de que os icnofósseis típicos da cidade de Pierfrancesco são encontrados em Bobbio, facilmente acessíveis por Leonardo”, acrescentou Carla Gori.

Por que a descoberta é tão importante?

Levando em conta a nova teoria, Mona Lisa não poderia ser a famosa Lisa Gherardini, esposa de Francesco del Giocondo, como acreditavam os especialistas há séculos, já que ela não estaria no local.

Portanto, o possível nome para a verdadeira identidade de Mona Lisa seria Bianca Giovanna Sforza, esposa de Galeazzo Sanseverino, defensor e amigo de Leonardo, e filha de Ludovico il Moro, Duque de Milão e senhor de Bobbio.

Isso mudaria completamente o entendimento da obra, necessitando reescrever os livros de arte e afirmações sobre a identidade de Mona Lisa, de acordo com o jornal espanhol La Vanguardia.

Estima-se que a pintura do quadro tenha iniciado no ano de 1503, terminando 3 ou 4 anos depois. Se pudesse ser vendida, estaria avaliada em mais de 12 bilhões de reais — US$ 2,5 bilhões.

Mona Lisa, de acordo com a lei de proteção do patrimônio francês, jamais poderá ser vendida porque faz parte da coleção do Museu do Louvre, pertencendo, portanto, ao público.

Fonte(s): La Vanguardia Imagens: Divulgação

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