DNA retirado das obras de Leonardo da Vinci será usado para reconstruir seu rosto e rastrear parentes

de Merelyn Cerqueira 0

Um novo estudo realizado por uma equipe internacional de cientistas e historiadores vai analisar evidências de DNA deixadas em pinturas, desenhos e cadernos tocados pelo famoso polímata italiano, Leonardo da Vinci.

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Dessa forma, os pesquisadores têm o objetivo de comparar os vestígios genéticos com parentes do passado do pintor e ainda reconstruir seu rosto. Se aprovado, o projeto usará técnicas moleculares para mergulhar no passado de da Vinci, descobrindo parentes vivos e mortos. O objetivo do grupo é terminar esse trabalho em 2019, ano do 500º aniversário da morte do exímio pintor.

DNA-Leonardo-da-Vinci

De acordo com Brunetto Chiarelli, do Instituto Internacional de Estudos da Humanidade da Universidade de Florença, comparar o DNA de Leonardo com o de parentes representa um quebra-cabeças minunciosamente específico para a sua história e circunstâncias. “O que nós temos a ganhar não é só um maior conhecimento histórico, mas possivelmente uma reconstrução de seu perfil genético, o que poderá fornecer ideias sobre outros indivíduos com notáveis qualidades”, disse.

Além disso, de acordo com Chiarelli, se o DNA e outras análises produzirem uma identificação definitiva, técnicas convencionais e computadorizadas poderão reconstruir o rosto de da Vinci e modelo de seu crânio. No momento, as pinturas estão sendo analisadas por cientistas do Instituto J Craig Venter, nos Estados Unidos e Universidade de Florença, na Itália.

Um aspecto fundamental do ‘projeto Leonardo’ será tentar resolver o mistério do lugar onde ele foi enterrado, após sua morte em 1519. Os cientistas esperam poder testar a autenticidade dos restos que acreditam ser dele e que estão enterrados sob o chão de pedra da capela de Saint-Hubert, no Chateau d’Amboise, na França.

Monalisa

Nascido nos arredores de Florença, em 15 de abril 1452, Leonardo da Vinci possuía um comportamento de genialidade natural que englobava arte, engenharia, arquitetura e biologia. Duas de suas pinturas, Monalisa e A Última Ceia, são possivelmente as mais famosas e admiradas obras de arte do mundo.

Seus cadernos continham projetos detalhados para as invenções que estavam séculos à frente de seu tempo, incluindo uma bicicleta, paraquedas, helicóptero, tanque militar, etc.

[ Daily Mail ] [ Foto: Reprodução / Daily Mail ]

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