As vitaminas são inúteis? Confira as mais vantajosas

de Merelyn Cerqueira 0

Mesmo com décadas de pesquisadas, a Ciência ainda não conseguiu encontrar evidências substanciais de que as vitaminas e suplementos façam algum bem significativo.

Estudos mais recentes então, resolveram ir na direção oposta, apresentando quais delas podem ser ruins para a saúde. Muitas foram associadas ao aumento do risco de certos cânceres, enquanto outras, ao de pedras nos rins.  Com isso em mente, a IFL Science preparou uma lista das vitaminas e suplementos que são recomendáveis – bem como as que você deve evitar. 

1 – Multivitamínicos: evite

Há muito assumiu-se que os multivitamínicos eram fundamentais para a saúde global. A vitamina C, por exemplo, era essencial para “impulsionar o sistema imunológico”, enquanto que a A, para proteger a visão, a B manter a energia do corpo e assim por diante.

No entanto, já obtemos as quantidades necessárias a partir dos alimentos que consumimos. Estudos ainda sugerem que fazê-lo em excesso pode causar danos à saúde. Um realizado com cerca de 39.000 mulheres idosas, por exemplo, que as analisou por mais de 25 anos, descobriu que as que consumiam essas vitaminas em excesso, na verdade, apresentaram um risco maior de morte do que as que não tomaram.

2 – Vitamina D: recomendável

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Especialmente eficaz para a manutenção dos ossos, porque ajuda a absorver o cálcio e é mais difícil de ser encontrada em alimentos que comemos. Uma forma de consegui-la é através da luz solar, algo que pode ser difícil no inverno. Estudos descobriram que pessoas que tomavam suplementos de vitamina D diariamente, em média, viviam mais tempo do que as que não o fazem.

3 – Antioxidantes: evite

O excesso de antioxidantes no corpo já foi associado ao aumento de risco de certos cânceres. Além disso, podem ser encontrados em abundância em alimentos simples, como frutas e vegetais. 

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Um estudo de longo prazo realizado com fumantes do sexo masculino descobriu que os que tomavam regularmente vitamina A eram mais propensos a desenvolver câncer de pulmão do que os que não faziam. Em uma revisão de pesquisas que analisaram vários tipos diferentes de suplementos antioxidantes, foi considerado que “tratamentos com beta caroteno, vitamina A, e vitamina E podem aumentar o risco de mortalidade”.

4 – Vitamina C: evite

Basicamente, esses tipos de suplementos provavelmente não ajudarão você a se curar de uma gripe. Além do mais, podemos encontrá-los em abundância em frutas cítricas.

Toda a história publicitária por trás desta vitamina em particular começou na década de 1970, a partir de uma sugestão feita pelo químico Linus Pauling que alavancou as vendas dos suplementos Airbone e Emergen-C. No entanto, tudo não passava de um exagero, ou estratégia de marketing. Um estudo realizado posteriormente mostrou que a vitamina C faz pouco ou nada para prevenir um resfriado comum. Além disso, doses em excesso, de 2.000 miligramas, podem aumentar o risco de pedras nos rins.

5 – Vitamina B3: evite

Experimente comer salmão, atum ou beterraba ao invés disso. A vitamina B3 já foi muito associada a vários tratamentos, incluindo Alzheimer e doenças cardíacas. No entanto, estudos recentes mostraram que o excesso pode ser perigoso.

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Em 2014, em um ensaio que reuniu mais de 25.000 pessoas com doenças cardíacas, descobriu-se que colocar estes indivíduos sob doses prolongadas da vitamina para elevar os riscos do colesterol HDL, considerado bom, na verdade, não ajudou em reduzir a incidência de ataques cardíacos, AVCs ou mortes. Além disso, os que tomaram suplementes ainda estavam mais propensos a desenvolverem infecções, problemas de fígado e hemorragia interna.

6 – Probióticos: evite

A Ciência não avançou ainda o suficiente para dizer que suplementos à base de probióticos podem, de fato, ajudar em alguma coisa.

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Considerado um grande negócio para este tipo de indústria, já que são relativamente mais caros, a ideia por trás deles é bastante simples. Basicamente, eles ajudam trilhões de bactérias que florescem em nosso intestino e que são essenciais para o bom funcionamento do mesmo. Há que argumente que eles funcionam, no entanto, ao invés de gastar dinheiro com uma pílula de promessas, você pode apenas continuar tomando iogurtes.

7 – Zinco: recomendável

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Este sim está associado à melhora dos resfriados comuns. Ao contrário da vitamina C, o zinco realmente pode valer a pena: o mineral parece interferir na replicação do rinovírus. Em uma revisão de estudos realizada em 2011, sobre pessoas que haviam ficado resfriadas, pesquisadores analisaram os que começaram a tomar zinco, comparando-os com quem havia apenas tomado placebo. Concluiu-se que os que consumiram o mineral tiveram resfriados mais curtos e com sintomas menos graves.

8 – Vitamina E: evite

Este antioxidante foi popularizado por sua suposta capacidade de proteger contra o câncer. No entanto, um estudo realizado em 2011 com cerca de 36.000 homens mostrou que o risco de câncer de próstata aumentou entre os que tomavam a vitamina, em comparação com um grupo de placebo.

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Um outro estudo, realizado em 2005, mostrou que altas doses de vitamina E foram associadas ao risco geral de morte. Logo, se você está procurando uma forma de ter o essencial deste antioxidante, ignore as pílulas e experimente consumir espinafre, por exemplo.

9 – Ácido fólico: recomendável

O ácido fólico é um tipo de vitamina B que nosso corpo usa para fazer novas células. Logo, recomenda-se que mulheres grávidas, ou que querem engravidar, consumam pelo menos 400 microgramas dele por dia. Isso porque, nestas condições, o corpo exige mais deste nutriente essencial, especialmente quando se está carregando um feto em desenvolvimento.

Uma série de estudos relacionou a suplementação do nutriente, antes e durante a gravidez, com taxas menores de defeitos no tubo neural, bem como defeitos congênitos graves potencialmente fatais para o cérebro do bebê, coluna ou medula espinhal.

[ IFL Science ] [ Fotos: Reprodução / IFL Science / Pixabay

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