Gêmeas siamesas sobrevivem à cirurgia de separação que dividiu útero, trato digestivo e uma terceira perna com 7 dedos

de Redação Jornal Ciência 0

As gêmeas siamesas de dois anos, Eva e Erika Sandoval, compartilham grande a parte inferior do corpo – sistema digestivo, útero, fígado, bexiga e uma terceira perna com um pé de sete dedos.

Essa semana elas foram levadas para a sala de cirurgia no Hospital de Crianças Lucile Packard, de Stanford. Depois de 18 horas, os médicos declararam que a cirurgia foi realizada com sucesso. “Estou muito satisfeito, isso foi realmente incrível”, disse o cirurgião principal, Dr. Gary Hartman. A cirurgia envolveu 50 médicos entre ortopedistas, cirurgiões plásticos e urologistas. 

gemeas-siamesas-sobrevivem-a-cirurgia_045

Eva, a gêmea mais forte, permaneceu na sala de cirurgia durante 17 horas. Erika, precisou de uma hora extra para a reconstrução do corpo. Antes da cirurgia, Dr. Hartman disse que Eva provavelmente manteria sua bexiga, enquanto Erika receberia uma bolsa de colostomia.

gemeas-siamesas-sobrevivem-a-cirurgia_03

Ambas precisaram de muito tempo na reconstrução de seus corpos, visto que perderiam um ou outro órgão na separação. “Este é um número preocupante, pois havia probabilidade de ocorrer uma fatalidade”, escreveram os pais, Aida e Arturo, no Facebook antes da cirurgia. Também antes do procedimento, Dr. Hartman relatou que a maior preocupação era evitar a perda de sangue ao cortar o fígado.

gemeas-siamesas-sobrevivem-a-cirurgia_04

Aida e Arturo tomaram a decisão de separá-las no ano passado, quando perceberam que a cada mês, mais problemas surgiam. Elas foram hospitalizadas com dezenas de infecções do trato urinário e após vários casos de desidratação.

gemeas-siamesas-sobrevivem-a-cirurgia_01

Esse procedimento é uma das cirurgias mais complicadas que o Hospital enfrentou. Apesar de ter sido planejada em janeiro deste ano, a equipe decidiu realizá-la na primeira semana de dezembro.

gemeas-siamesas-sobrevivem-a-cirurgia_02

Cirurgiões passaram os últimos meses estudando a inserção de expansores de tecido, uma tática comum na separação de siameses. É uma maneira de esticar a pele gradualmente, para que, quando a cirurgia de reconstrução for realizada, eles possam movê-la com mais facilidade.

A família contou em seu perfil no Facebook sobre os custos da operação. Aida contou sobre a possibilidade de aborto assim que soube da gravidez, aos 44 anos de idade. Sem hesitar, o casal religioso – que já tem três filhos com 20 anos – foi adiante com a gravidez.

Aida mudou de cidade para viver perto do hospital com as meninas. Arturo continua em seu trabalho perto de sua casa em Antelope, Califórnia. 

Ela disse que estava confiante de que a cirurgia seria um sucesso, e que permitiria que Erika – a menor e mais fraca – crescesse. “Ela [Eva] possui dois braços e perna grossa, enquanto sua irmã se esforçava para meramente sustentar-se nos membros”, relatou a mãe. 

[ Daily Mail ] [ Fotos: Reproução / Daily Mail ]

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!