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Você faz as unhas com frequência? Veja os perigos da prática para sua saúde de acordo com estudos

de Merelyn Cerqueira 0

Quando falamos em “fazer as unhas”, normalmente nos referimos ao hábito de tirar as cutículas, lixar e pintar, algo que muitas mulheres costumam fazer semanalmente ou quinzenalmente.

Embora seja importante para alguns tipos de trabalhos, esse hábito pode representar diversos riscos de saúde.

Desde o material utilizado para a remoção das cutículas e até mesmo o esmalte são passíveis de riscos. Além disso, o problema é maior quando as unhas são feitas fora de casa.

Você tira as cutículas?

A cutícula, ou eponíquio, é uma questão bastante discutida entre dermatologistas, uma vez que, assim como qualquer outra parte do corpo, tem a sua função.

Feita de camada de células queratinizadas, ela é responsável por proteger a unha e a pele contra a entrada de bactérias, como uma espécie de vedação. Então, além de cobrir a raiz da unha, ela a segura.

Especialistas da American Academy of Dermatology recomendam que as cutículas não sejam retiradas ou empurradas, uma vez que a ação aumenta o risco de uma infecção de pele chamada paroníquia – de origem bacteriana ou viral que provoca ao redor da unha sintomas como dor, vermelhidão e inflamação.

E quanto aos esmaltes?

Segundo um estudo publicado na revista Environment International, as substâncias químicas presentes no esmalte podem entrar na corrente sanguínea e afetar o sistema endócrino, contribuindo para problemas de infertilidade, câncer de mama e ovário, distúrbios da tireoide, problemas neurológicos, diabetes e até mesmo obesidade. É possível detectar a presença dessas substâncias no sangue até duas horas depois da aplicação.

No mesmo estudo, os pesquisadores argumentaram que é possível que muitos dos problemas de saúde enfrentado por mulheres acima dos 40 anos estejam relacionados ao uso frequente de esmaltes.

Ferramentas de manicure

Seja nas suas mãos ou da manicure, os instrumentos utilizados para a manutenção da unha podem sim estarem contaminados. Os alicates, por exemplo, quase sempre são sujos de sangue e dificilmente temos à mão autoclaves de esterilização em casa.

Por outro lado, nem sempre podemos afirmar com certeza que as ferramentas usadas pelas manicuras estão perfeitamente limpas. Neste caso, os riscos envolvidos são, no mínimo, infecções fúngicas, bacteriana, hepatites e HIV.

Lixas de unha também não estão livres de contaminação – a não ser que a utilizada seja descartável. Através delas podemos pegar doenças causadas por fungos, por exemplo, que são perfeitamente evitáveis. 

Outro instrumento comum utilizado na hora de fazer as unhas é o palito. Assim como as lixas, eles devem ser descartados a cada uso, uma vez que, pelo contato com o sangue, se contaminam facilmente com fungos e bactérias. Além disso, porque quase sempre são feitos de madeira, não podem ser esterilizados.

Fonte: Diário de Biologia Fotos: Reprodução / Diário de Biologia

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