“Dedo do Diabo”: fungo com aparência bizarra assusta com seus “tentáculos gosmentos”

de Redação Jornal Ciência 0

As imagens do cogumelo chamado “dedo do diabo”, da espécie Clathrus archeri, foram registradas na Grã-Bretanha e divulgado no Twitter Dan Hoare.

Na imagem de capa, o fungo está em estágio de “saco de ovo”, onde está maturando seus prolongamentos vermelhos com cheiro terrível, lembrando algo podre.

A maioria dos fungos “brotam” a partir da terra ou substratos em decomposição, mas o “dedo do diabo” surge através de um “ovo” ao lado de madeiras podres, até chegar o momento de “eclodir” e liberar seus prolongamentos.

Por incrível que pareça, é consumido e muito apreciado pelos habitantes locais onde surgem, mas apenas quando estão em estágio de “ovo” e são bem pequenos.

Mas, a prática é absolutamente reprovável, visto que uma outra espécie chamada Clathrus ruber, com aspecto muito parecido, pode ser confundida com o “dedo do diabo” e causar sérias intoxicações.

A espécie Chathrus ruber pode ser confundida com o fungo “Dedo do Diabo” e ser fatal se consumido.

Inclusive existem registros de pessoas que comeram e foram hospitalizadas. As toxinas da espécie Chathrus ruber são tão potentes que podem causar convulsões e até câncer.

Apesar das fotos terem sido registradas na Grã-Bretanha, sua origem é da Austrália e Nova Zelândia e foi introduzida na Europa através da França por ter sido usada como suplemento alimentar para os soldados da Primeira Guerra Mundial.

Os “ovos”, que são a fase inicial da espécie, possuem de 4 a 6 cm de altura e entre 2 e 4 cm de largura. Esses “tentáculos” vermelhos crescem e rompem a membrana.

Todos eles saem grudados, como se fosse um dedo e depois se soltam, como se fossem flores desabrochando. Após um tempo, estes “tentáculos” podem atingir até 10 cm de comprimento.

Cada “dedo” é embebido de uma gosma espessa que recebe o nome de gleba com odor terrível. O cheiro de cadáver é para atrair insetos que acabam disseminando o fungo para outras regiões. Abaixo você confere o vídeo do seu desenvolvimento.

Imagens: Divulgação

 

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