Cientistas criam motor sem combustível capaz de levar humanos a Marte em apenas 10 semanas

de Julia Moretto 0

Ele foi apelidado de “motor impossível” e pode levar seres humanos a Marte em apenas 10 semanas. Porém, ninguém sabe exatamente como ele funciona. O EmDrive cria impulso por micro-ondas e funciona utilizando apenas energia solar, teve um grande avanço.

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Roger Shawyer, inventor da novidade, produziu uma nova versão da máquina, que inclui uma placa que realiza um impulso mais poderoso. O novo projeto tem uma única placa supercondutora plana numa extremidade. A placa de vai minimizar o desvio interno – mudança na frequência ou comprimento da onda em relação à sua fonte em movimento. Isso fará com que a unidade seja ainda mais poderosa.

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Roger Shawyer, inventor da novidade, produziu uma nova versão da máquina, que inclui uma placa que realiza um impulso mais poderoso. Diagrama ilustrado.

Ele também irá manter os custos de fabricação. Muitos argumentam que o conceito de EmDrive é um elemento que vai contra as leis da Física, mas seus segredos estão sendo revelados este ano por um laboratório da NASA que estuda o conceito e pretende publicar suas descobertas pela primeira vez em dezembro.

A ideia do motor foi proposta em 2000 por um pesquisador chamado Roger Shawyer. Desde então, quatro laboratórios independentes, incluindo um na NASA, recriaram a unidade. Mas o motor tinha confundido os cientistas, já que parecia violar a Lei da Conservação. Isso significa que o foguete só pode acelerar para a frente, o contrário do que deveria acontecer por essa Lei: deveria haver uma força de igual magnitude na direção exatamente oposta. 

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No início deste ano, um funcionário confirmou que os projetos da equipe não tinham saído do papel. “É preciso que tenham paciência sobre quando o nosso próximo artigo será publicado. As avaliações são extremamente lentas”, escreveu o engenheiro Eagleworks Paul. 

Segundo um artigo publicado no AIP, no início deste ano, o protótipo produz uma exaustão como qualquer outro foguete. Os pesquisadores sugerem que os fótons que saem da máquina interferem uns com os outros, de modo que parece que nada está lá. “Na cavidade, os fótons de entrada saltam para trás e para frente, e, invariavelmente, alguns deles irão interferir completamente”, explica Dr. Arto Annila, professor de Física na Universidade de Helsinki e principal autor do artigo. “Em seguida, os dois fótons estarão a exatamente 180 graus. Nos campos eletromagnéticos a interferência dos dois fótons irá ser cancelada, mas os fótons continuarão a se propagar”, completou.

Dr. Annila surgiu com a ideia junto com Dr. Erkki Kolehmainen, um professor de Química Orgânica da Universidade de Jyväskylä e Patrick Grahn, um físico da empresa de software de engenharia Comsol. Sua teoria sugere que a exaustão produzida pelo veículo esteja presente, mas não possa ser vista.

Dr. Annila disse os fótons poderiam, teoricamente, ser detectados por um interferômetro, o mesmo instrumento utilizado para detectar as Ondas Gravitacionais. “Minha intuição é que vai ser muito difícil de detectar devido à densidade da energia, especialmente quando operando o EmDrive de forma constante”, disse ele.

[ Daily Mail ] [ Fotos: Reprodução / Daily Mail ]

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