Alex Lewis: a triste história do paciente que perdeu todos os membros do corpo por uma infecção

de Merelyn Cerqueira 0

Em 2013, quando Alex Lewis, agora com 38 anos, pensou ter pegado apenas uma gripe, acreditou que alguns dias de repouso o fariam se sentir melhor.

No entanto, ele acabou descobrindo que seu problema ia muito além de um simples vírus, de acordo com informações do jornal Metro.      

Após duas semanas de cama, ele acordou no meio da noite e viu que havia sangue em sua urina. Pela manhã, sua namorada, Lucy, notou que sua pele estava roxa e imediatamente chamou uma ambulância.

Lexis lembra apenas de ter passado pelas portas do hospital. Depois disso, tudo se tornou um borrão em suas lembranças.

Ele foi diagnosticado com uma infecção estreptocócica do tipo A, conhecida como Síndrome do Choque Tóxico, o que significava que seu corpo estava lhe atacando de dentro para fora.

Poucos dias após ser internado, a infecção já havia penetrado seus tecidos e órgãos, de modo que os médicos determinaram que Alex tinha apenas 3% de chances de sobrevivência.

Os médicos então o colocaram em um quarto, com máquinas de suporte à vida, para que sua família tivesse a chance de se despedir.

Mas, felizmente, ele conseguiu melhorar durante a primeira noite, fazendo com que os médicos lhe dessem mais chances de recuperação. O problema, no entanto, é que ele teria que perder algumas partes do corpo para sobreviver.

Após 11 dias internado, Alex passou por uma série de amputações que incluíram braço e perna esquerda e uma parte do braço direito.

A pele ao redor de sua boca e nariz também havia morrido, de modo que também precisou ser retirada. Para corrigir o rosto, os cirurgiões tiveram que retirar parte da pele de seu ombro para repor a porção perdida.  

As sequelas de sua provação, no entanto, não o desanimou. Em entrevista à BBC, ele afirmou que antes de ficar doente, nunca havia aproveitado a vida, então, a doença lhe fez “valorizar mais o que tinha”.

Eventualmente, ele se recuperou e retomou o trabalho como designer de interiores. No processo, ele descobriu ter aprendido uma importante lição.

“A mensagem que fica é que eu posso continuar e quem sabe viver uma vida extraordinária, agora em um corpo diferente”.

O que é a Síndrome do Choque Tóxico ou septicemia?

De acordo com o site do médico Drauzio Varella, a sepse, também conhecida como septicemia, é uma doença sistêmica potencialmente grave.

Ela é desencadeada por uma resposta inflamatória acentuada diante de uma infecção – geralmente causada por bactérias.

No entanto, o sistema de defesa libera mediadores químicos que acabam espalhando essa inflamação pelo organismo, podendo resultar na disfunção ou falência de múltiplos órgãos, provocada pela queda da pressão arterial, má oxigenação das células e tecidos por alterações na coagulação do sangue.

Os sintomas variam de acordo com o grau de infecção, embora os mais comuns sejam febre alta ou hipotermia, calafrios, baixa produção de urina, respiração acelerada e dificuldade para respirar, ritmo cardíaco acelerado, agitação e confusão mental.

Para o tratamento, o diagnóstico precoce é fundamental. Geralmente o acompanhamento é realizado em unidades de terapia intensiva e são administrados antibióticos de alta potência de acordo com a infecção, bem como medidas para controlar os sintomas.

Fonte: BBC / Metro Fotos: Reprodução / Metro

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