Primeiro pulsar de anã branca no Universo foi encontrado depois de meio século

de Osmairo Valverde 0

Pulsares são estrelas de nêutrons girando rapidamente, e as anãs brancas em Astronomia são o produto final de estrelas que não eram muito grandes.

 

Apesar de pulsares anãs brancas terem sidos teorizados há alguns anos, cientistas finalmente avistaram o primeiro pulsar no Universo, e enquanto a estrela é aproximadamente do tamanho da Terra, ela tem 200.000 vezes mais massa e um campo eletromagnético 100 milhões de vezes mais poderoso.

 

Até agora, os milhares de pulsares que foram descobertos se formavam da mesma forma: o núcleo de uma estrela maciça explode, e desmorona em uma estrela de nêutrons girando. Mas este novo pulsar é algo completamente diferente, e tem iludido os astrônomos por mais de meio século. O primeiro pulsar foi identificado acidentalmente nos anos 60, quando os astrônomos estavam procurando fontes de rádio extragalácticas.

 

Na época, a equipe esperava que o pulsar fosse um tipo de estrela anã branca, mas quando analisou um pulsar no centro da famosa Nebulosa do Caranguejo, remanescente de supernova e uma nebulosa de vento de pulsar na constelação do Touro, eles perceberam que nenhuma anã branca poderia vibrar ou girar tão rápido, então só podia ser uma Estrela de Nêutrons.

 

A diferença entre as estrelas de nêutrons e as anãs brancas decorre da forma como são formadas, ambas são restos estelares, mas as anãs brancas são o resultado de estrelas de baixa massa em colapso silencioso, enquanto estrelas de nêutrons são formadas no colapso catastrófico e explosão de uma estrela maciça supernova.

 

Devido à diferença na sua massa inicial, as estrelas de nêutrons têm temperaturas mais elevadas na formação, giram mais rápido e têm campos magnéticos mais fortes do que as anãs brancas. A descoberta do primeiro pulsar não só confirmou que eles eram um tipo de estrela de nêutrons, mas que as estrelas de nêutrons realmente existem, e isso é algo que os astrônomos tinham previsto há 30 anos.

 

Desde então, os pesquisadores teorizam que os pulsares também poderiam desempenhar um papel em sistemas binários, que é um sistema de dois corpos astronômicos tão próximos que sua atração gravitacional faz com que eles orbitem uns aos outros em torno de um centro comum de massa. Dentro desses sistemas binários, foi previsto que uma estrela de nêutrons, uma estrela principal ou uma anã branca poderiam estar envolvidas, e agora os astrônomos finalmente identificaram um exemplo real deste último caso.

 

A equipe da Universidade de Warwick no Reino Unido e o Observatório Astronômico da África do Sul identificaram a estrela AR Scorpii (AR Sco) como a primeira versão anã branca de um pulsar a 380 anos-luz da Terra, bastante próxima em termos astronômicos. Os novos dados mostram que a luz de AR Sco é altamente polarizada, indicando que o campo magnético controla a emissão de todo o sistema, como o comportamento semelhante dos pulsares de estrela de nêutron mais tradicionais”, explicou Tom Marsh da Universidade de Warwick.

 

Os pesquisadores descrevem o sistema binário como um pulsar de anã branca atingindo sua vizinha anã vermelha– uma classe de estrelas fracas – com poderosos feixes de partículas elétricas e radiação implacavelmente a cada 2 minutos. Ninguém viu algo parecido no Universo antes.

 

AR Sco é como um dínamo gigantesco: um ímã, do tamanho da Terra, com um campo que é 10.000 vezes mais forte do que qualquer um que podemos produzir em um laboratório, e está girando a cada 2 minutos”, disse Boris Gänsicke, outro pesquisador da equipe. Isso gera uma enorme corrente elétrica na estrela companheira, que então produz as variações na luz que detectamos”, completou Boris.

 

Agora que foi identificado o primeiro pulsar de anã branca, os cientistas estarão melhores equipados para procurar outros como ele.Nesse estágio, não está claro quão raras são essas coisas, mas talvez seja hora de voltar e investigar as anãs brancas, para verificar se há uma rotação reveladora. O estudo foi publicado em Nature Astronomy.

[ Science Alert ] [ Fotos: Reprodução / Science Alert ]

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