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Mulher desenvolve alergia rara e letal na pele após tomar antidepressivos

de Merelyn Cerqueira 0

Sandy Simonson, uma norte-americana de 35 anos, do Texas, desenvolveu uma reação rara na pele, chamada Síndrome de Stevens-Johnson, após consumir por três semanas medicamentos antidepressivos prescritos para tratar transtorno bipolar.

 

Quando notou que seu corpo inchava e apresentava marcas vermelhas semelhantes a queimaduras, bem como sentia dificuldades para respirar, foi levada às pressas para o hospital. Lutando pela própria vida, foi diagnosticada com a síndrome que afeta uma em um milhão de pessoas.

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 Recebi uma receita nova no final de outubro do ano passado, que começava com uma dose baixa do medicamento”, contou. “Eu me sentia bem, então, meu médico aumentou a dose, mas, cerca de três semanas depois, comecei a notar sintomas semelhantes ao de um resfriado”. Meus braços e pernas estavam inchados e coçando terrivelmente”, continuou. “Minha pele estava sobressaltando e tudo parecia inchado, meu rosto, braços, dedos”.

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Seu marido, Michael Simonson, de 39 anos, levou-a às pressas para a área de emergência do Hospital Memorial Hermann. Depois de avaliada, os médicos a liberaram para voltar para casa. Eu disse ao meu marido que algo não estava certo”, lembrou. “Então, dois dias depois, voltamos para o hospital, onde fiquei muito pior. Meu esôfago estava tão inchado que começou a se fechar e minha pele parecia estar em chamas”.

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Então, no início de dezembro de 2016, os médicos a diagnosticaram com a Síndrome de Stevens-Johnson, uma reação alérgica rara que começa com sintomas semelhantes aos de uma gripe ou resfriado, seguido por erupções cutâneas dolorosas. Transferida para a unidade de terapia intensiva, ela foi tratada com loções para aliviar a coceira, esteroides, bem como doses de morfina para suportar a dor. Os médicos lhe disseram que acreditavam que a medicação para tratar o transtorno bipolar poderia ter causado a reação.

 

Logo, foi-lhe dito para interromper imediatamente o tratamento. No entanto, ela admitiu ter ficado desconfortável com a decisão, uma vez que precisa da medicação para manter sua saúde mental.“Antes do meu diagnóstico, eu tinha colapsos nervosos e tentava me machucar”, disse. “Foi quando percebi que precisava de ajuda e que tinha transtorno bipolar”. Se eu soubesse que a medicação teria me dado essa erupção, nunca a teria tomado”, acrescentou.

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Após sua reação aos antidepressivos, passou cerca de quatro dias lutando pela vida em terapia intensiva, antes de ser transferida para um quarto, onde ficou por mais quatro dias até que o inchaço tivesse significativamente reduzido. Agora, foi-lhe prescrita uma nova medicação para ajudar com sua saúde mental, que já provou ser eficiente.

 

O que é a Síndrome de Stevens-Johnson?

De acordo com informações da Mayo Clinic, trata-se de uma doença rara que afeta uma em um milhão de pessoas, com sintomas primários semelhantes aos da gripe, seguidos do aparecimento de erupções vermelhas e dolorosas pelo corpo. O tratamento consiste na eliminação da causa subjacente, controle dos sintomas e minimização das complicações. A recuperação de um paciente pode levar de semanas a meses, dependendo da gravidade do problema.

[ Daily Mail ] [ Fotos: Reprodução / Daily Mail ]

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