Muito cuidado com a Ritalina: a droga dos concurseiros e vestibulandos

de Gustavo Teixera 0

A ritalina foi lançada na década de 1950 para ser utilizada no tratamento de crianças diagnosticadas com déficit de atenção e hiperatividade. Mas, ela passou a ser popular entre as pessoas adultas que começaram a ser diagnosticados com a mesma condição.

Portanto, desde então, o medicamento tem sido usado para melhorar a concentração, seja para estudar ou qualquer outra finalidade. 

A ritalina, porém, é um tanto quanto nociva. Ela pertence à família da anfetamina e possui o mesmo mecanismo estimulante da cocaína por exemplo, pois aumenta a concentração de dopamina nas sinapses, as conexões dos neurônios.

Esta droga potencializa a ação dos neurotransmissores noradrenalina e dopamina, reduzindo assim o déficit de atenção. Pessoas que estão estudando para concursos ou vestibulares usam esse medicamento para melhorar a atenção e foco. Mas, segundo especialistas, esse efeito é falso.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revelou que a ritalina não melhora a atenção, memória e funções executivas. Os pesquisadores selecionaram 36 jovens saudáveis com idade entre 18 e 30 anos e os dividiram em quatro grupos: um grupo tomou placebo e os outros recebiam uma dose de 10, 20 ou 40 miligramas de ritalina.

Após tomarem as pílulas, os voluntários foram submetidos a uma série de testes que avaliavam a atenção, memória e funções executivas. Os resultados mostraram desempenho semelhante entre todos os grupos, tendo tomado ritalina ou não, apontando a ineficácia do uso do produto em questão.

A ritalina é indicada para pessoas que sofrem carência de dopamina e noradrenalina no cérebro. Quando uma pessoa que não sofre desta condição toma o medicamento, o cérebro cria estratégias de defesa para regular a sua quantidade, e isso pode causar a dependência.

Fonte: Diário de Biologia Fotos: Reprodução / Pixabay

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