10 imagens chocantes que mostram como doentes mentais eram tratados antigamente

de Redação Jornal Ciência 0

Apesar de nos tempos modernos existirem diversas controvérsias sobre a área médica da psiquiatria, pacientes que necessitavam de atendimento para saúde mental, no passado, passavam por verdadeiras sessões de horror. Confira abaixo alguns destes fatos que marcaram a história:

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1— O berço de Utica

O berço de Utica não era um dispositivo eletrônico ou de controle de temperatura, era como um berço de madeira ou de metal. Isso foi usado durante os séculos 19 e 20 para tratar alguns pacientes psiquiátricos, especialmente no manicômio do estado de Nova York, em Utica.

O propósito básico por trás disso era evitar interações entre dois ou mais pacientes agressivos. Ele até foi usado fora de Utica em quase todos os centros de psicologia dos EUA, apesar de ser prejudicial.

O berço de Utica foi, evidentemente, usado para fins que médicos à época acreditavam ser benéficos, mas quando os pacientes eram forçados a viver nos berços por longos períodos, isso causava sérias consequências.

Os pacientes sofreriam acidente vascular cerebral, ataques cardíacos e diversas outras condições graves de saúde. Muitos problemas surgiram como resultado disso, de fato, muitas mortes foram registradas no início do século 19, mas esse tratamento continuou por muito tempo, ignorando os fatos.

2 — Terapia de choque com insulina

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A insulina é um hormônio naturalmente produzido pelo organismo para manter os níveis saudáveis de glicose no corpo. Mas, pessoas com diabetes precisam de injeções de insulina para regular esse sistema biológico.

A terapia de choque com insulina foi introduzida como tratamento psiquiátrico no início da década de 1920. Durante esses tratamentos, os pacientes foram inicialmente tratados com uma baixa dose de insulina, aumentando gradualmente ao longo do tempo. O composto que deveria tratar os pacientes, começou a prejudicar devido à sua dose excessiva.

Como resultado, muitos casos de coma e até mortes foram registrados durante o século 20 devido ao tratamento. Muitos doentes mentais sofreram efeitos secundários, como convulsões violentas ao longo durante as sessões. Era como se os pacientes fossem “ratos de laboratório” e os médicos pareciam não saber absolutamente nada do que estavam fazendo.

3 — A cadeira tranquilizadora

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A cadeira tranquilizadora não era apenas um experimento cruel, mas ridiculamente ineficaz. Ele foi projetado para hipnotizar ou tranquilizar os pacientes e controlar seu comportamento agressivo ou truculento. O designer desta cadeira não foi outro senão o “pai da psiquiatria americana”, Dr. Benjamin Rush.

Ele tinha uma teoria sobre muitos pacientes mentalmente doentes. Acreditava que muitas dessas doenças mentais e distúrbios eram devidas ao mau funcionamento das artérias e que, de fato, era uma doença arterial não descoberta.

A cadeira foi projetada para controlar o fluxo sanguíneo dentro do corpo humano e afetar o cérebro, encolhendo e relaxando todas as artérias. Foi um experimento que deu errado porque sua teoria fundamental estava totalmente errada.

4 — Terapia de eletrochoque

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A eletroterapia era um dos métodos mais famosos para o tratamento da esquizofrenia. Durante este procedimento, uma corrente elétrica, em uma quantidade muito controlada, passa através do cérebro; afetando as funções primárias e secundárias e, às vezes, a química total do cérebro.

Para realizar este tratamento, foi projetado um dispositivo especial que geralmente colocava o paciente no controle de todo o procedimento, uma vez que poderia ser bastante prejudicial.

Foi criado para tratar pacientes com distúrbios mentais e como tratamento para outras doenças. Uma técnica diferente e mais moderna, conhecida como eletroconvulsoterapia, é usada nos tempos atuais, sob anestesia, para estimular o cérebro e tratar diversas doenças, incluindo a depressão maior.

5 — Terapia com radiação

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Durante a década de 1890, quando vários métodos foram introduzidos para o tratamento de doenças mentais, os pesquisadores desenvolveram a ideia de usar a terapia de radiação logo após a descoberta revolucionária dos Raios-X.

Normalmente, as radiografias e as terapias de rádio são utilizadas para outros tratamentos que incluem tratamento contra câncer, cartilagem e doenças da pele. Durante a terapia de radiação, poucos pacientes tiveram como resultado positivo, mas como esses raios não são amigáveis ao ser humano, seu uso excessivo foi prejudicial. No início dos anos 1900, esta terapia foi especificamente usada para “curar” pacientes psiquiátricos, sendo a maioria mulheres.

6 — Tratamento com diatermia

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A diatermia é um processo no qual o calor é induzido profundamente nos tecidos para o relaxamento muscular. Uma corrente eletromagnética de alta frequência é usada para acelerar o metabolismo e aumentar o fluxo sanguíneo.

O calor diminui gradualmente o espasmo dos músculos, mas, tecnicamente, é um processo rápido. O conceito de diatermia foi oficialmente introduzido no início dos anos 1910 e os inventores continuaram desenvolvendo e avançando.

A diatermia possui três métodos básicos de ultrassom, ondas curtas e micro-ondas. Mas, além disso, tem dois tipos comumente usados em cirurgias. Mono-polar, em que a corrente é induzida em um eletrodo e bipolar, em que ambos os eletrodos são usados.

Estes métodos foram utilizados ou testados em pacientes psiquiátricos no início do século XX. O processo dava “choques” em muitos pacientes que acabam tendo síncopes graves.

7— A cadeira giratória

A cadeira giratória era um dispositivo muito perturbador usado no início do século XIX. Ela foi projetada de uma forma que pode girar os pacientes horizontalmente e verticalmente de acordo com o uso.

Era supostamente para tratar a mania e a insanidade, girando os pacientes até eles perderem a consciência. Parecia ser eficaz na psique, mas teve algumas consequências imediatas que incluíam náuseas e vômitos.

Esta era uma maneira antiética de tratar pacientes psiquiátricos. A cadeira giratória era para acalmar os pacientes instáveis e truculentos, mas faz isso forçando-os a perder a consciência.

8 — Trepanação

A trepanação não é era cura para qualquer doença mental. Era um método pré-histórico com inúmeras outras teorias, superstições e até mesmo uma forte crença na magia.

Trepanação foi um procedimento em que os “especialistas” faziam um buraco no crânio do paciente para curar possíveis doenças mentais. O ato não foi condenado naquele momento, uma vez que o mundo não estava ciente do termo.

Durante o início do século 19, foi usado em alguns casos em que os especialistas não tinham esperanças de recuperação de seus pacientes. O buraco causava sérios danos ao crânio e danificava o cérebro, resultando em morte em diversos casos.

9 — Lobotomia

Este é um desses procedimentos que quase todos já ouviram falar antes. As lobotomias eram as cirurgias para tratar a doença mental visando as porções específicas do cérebro. Não era mais complexa ou explicável do que o procedimento de trepanação.

O objetivo principal por trás de uma lobotomia era tratar os nervos problemáticos do cérebro e restaurar as conexões perdidas. Durante a década de 1950, foi um dos tratamentos mais famosos para curar transtornos mentais.

Neste processo, eram feitos furos no crânio ou eram utilizados soquetes oculares para acessar o cérebro. Primeiro, os pacientes levavam choques de corrente elétrica e, em seguida, utilizaram-se instrumentos metálicos finos para cortar as fibras cerebrais. Os resultados eram ruins em comparação com outros procedimentos, uma vez que os efeitos colaterais eram bastante severos, incluindo a perda de funções motoras e diversos problemas cognitivos.

10 — Isolamento em um asilo

Existe uma razão pela qual os asilos geralmente acabam sendo o cenário de um filme de terror. O conceito em asilos foi introduzido como o lugar onde os doentes mentais poderiam ser colocados para tratamento, mas na maioria das vezes isso era feito para remover essas pessoas da sociedade, para longe de suas famílias e comunidade.

À medida que novos tratamentos começaram a surgir e as doenças mentais foram levadas mais a sério, os asilos começaram a ficar superlotados. Isso criou uma situação bastante sombria e, sem que ninguém pudesse verificar se as pessoas doentes mentais estavam sendo tratadas, as condições para a maioria dos pacientes se deterioraram em vez de melhorar.

Colocar os pacientes em isolamento completo por dias era um método de tratamento muito popular no passado, embora bastante ineficaz e com consequências graves para a saúde mental.

Imagens: Reprodução

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