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Sexta-feira 13: A origem da crença de que hoje é um dia de azar

Nesta data, muitas pessoas supersticiosas ficam atentas com qualquer sinal que possa mostrar “algo ruim”

de Redação Jornal Ciência 0

Hoje é sexta-feira 13. A data é encarada pelos supersticiosos como um dia de cautela, azarado, onde coisas desagradáveis podem acontecer e todo cuidado é pouco. A crença é forte, mesmo as pessoas não sabendo explicar o porquê.

É neste dia que protetores de animais fazem esforços para conscientizar e livrar gatos pretos dos maus-tratos de pessoas ignorantes. Quebrar um espelho, hoje, é quase um atestado de “mau agouro” para o resto do ano; para quem acredita.

Existem até pessoas com pânico irracional da sexta-feira 13, desenvolvendo a fobia chamada paraskevidekatriafobia — forma derivada da fobia triscaidecafobia — que é específica apenas do número 13.

Até os mais céticos evitam fechar negócios ou tomar decisões importantes nesta data. Mas, de onde surgiu essa crença? A resposta não tem uma raiz única, sendo uma mistura de crenças culturais ocidentais.

Sexta-feira 13 não é, de forma unânime, um dia do azar. Na Itália é a sexta-feira 17 que causa medo. Já na Grécia e em vários países de língua espanhola, terça-feira 13 é o dia do azar.

Versão do Cristianismo

Na tradição difundida pelo Cristianismo, atribuiu-se azar às sextas-feiras por ter sido o dia da crucificação de Jesus Cristo.

Após o século 14, a crença no “azar” ganhou força depois que o escritor inglês George Chaucer, em sua coleção de 24 histórias no livro The Canterbury Tales, escrito entre 1387 e 1400, chamar a sexta-feira como um “dia de desgraça”, reforçando a superstição.

O número 13 foi atrelado à sexta-feira também pelo Cristianismo, simbolizando os 13 participantes da Santa Ceia que Jesus Cristo celebrou, sendo traído por Judas, levando-o a ser crucificado.

O temor da combinação entre a sexta-feira e o número 13 é uma invenção Vitoriana que só começou a ganhar popularidade, de fato, a partir do século 19.

Versão nórdica

Nesta versão, Frigga (ou Frigg), era a poderosa deusa-mãe da dinastia Aesir, esposa de Odin — cujo nome deu origem à friday, sexta-feira, em inglês.

Frigga, que vivia pelo céu, era constantemente confundida com Freyja, deusa do amor, da guerra, com poderes de magia, previsão e futuro. Ela também andava pelos céus, com sua carruagem puxada por 2 gatos pretos — de onde surgiu parte da superstição dos gatos.

As duas deusas eram veneradas em toda a Europa. À medida que o Cristianismo avançou na Idade Média, o paganismo europeu foi duramente atacado e os líderes católicos se opuseram à adoração de deusas e deuses, sendo considerado ato profano.

As tribos nórdicas e germânicas foram forçadas a se converter ao Cristianismo. Então, Frigga foi expulsa e banida de seu posto de deusa, sendo envergonhada e “aprisionada” no topo de uma montanha, chamada a partir deste momento de bruxa.

Com rancor, Frigga fazia reuniões todas as sextas-feiras com 11 bruxas, juntamente com satanás, formando ao total 13 participantes, para tramar problemas e dificuldades no destino das pessoas, lançando maldições e feitiços contra toda a humanidade.

Versão cinematográfica

Em 1980, o terrível assassino Jason Voorhees, ganhou fama mundial na franquia de filmes “Sexta-Feira 13”. Logo após, em 2003, o romance “O Código Da Vinci”, do escritor Dan Brown, popularizou de forma errada que a superstição teria tido origem na prisão de membros dos Cavaleiros Templários em 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira.

Fonte(s): CNN Imagem de Capa: Reprodução / Live Science

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