Registros inéditos mostram recifes de corais na costa do AP; veja imagens

de Julia Moretto 0

No ano passado, cientistas ficaram surpresos quando perceberam que um gigantesco recife de coral estava escondido no local de encontro entre o Rio Amazonas e o Oceano Atlântico.

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A descoberta foi um lembrete para os especialistas olharem mais atentamente para os lugares aparentemente familiares – e uma oportunidade tentadora para aprender mais sobre um ecossistema pouco compreendido. O recife ganhou fotografias subaquáticas tiradas. As imagens foram tiradas pela organização ambientalista Greenpeace. O navio Esperanza do grupo começou a documentar o microbioma no recife. Como Smithsonian.com relatou no ano passado, a presença do recife era uma suspeita, mas não foi confirmada até 2016.

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Localizado no encontro do  e do Oceano Atlântico, o recife é incomum, tanto pela sua localização quanto por seu ecossistema. Tipicamente, as bocas de rio são lugares terríveis para recifes – a água é enlameada e não é salgada. Como resultado, muitas bocas de rios não são capazes de manter os corais.

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Esta descoberta é intrigante para os cientistas, devido ao ambiente único em que a vida selvagem prospera. Privada de luz, oxigênio e condições que permitem a fotossíntese, os corais do recife são o lar de muitos animais que ainda não foram estudados.

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Mas se uma exploração petrolífera começar – como o planejado – o recife pode estar em perigo. Como Claudio Paschoa da Marine Technology Reporter explica, a área foi designada para exploração de petróleo. Os direitos de exploração foram leiloados em 2013, três anos antes da descoberta do recife, e embora esses direitos pudessem, em algum momento, ser cortados devido ao risco, eles ainda não foram.

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Segundo o Greenpeace, um dos maiores riscos para o recife é a perspectiva de um derramamento de óleo, especialmente dado o extenso ecossistema de mangue na área. As raízes dos manguezais provavelmente não conseguirão conter um derramamento. Talvez as imagens recém-lançadas do recife mobilizem um esforço internacional para preservá-lo.

[ Smithsonian / The Guardian ] [ Fotos: Reprodução / Smithsonian ]

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