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Overdose de Viagra: O que acontece quando um homem exagera na dose?

A overdose de Viagra é muito perigosa, gerando condições como o priapismo (que pode levar à amputação) e ser fatal se misturado com nitratos

de Redação Jornal Ciência 0

Criado há mais de 20 anos anos, a sildenafila (nome da molécula do Viagra) tinha como objetivo inicial apenas ajudar na solução de problemas cardíacos. O fármaco é classificado como um vasodilatador potente, sendo capaz de aumentar o diâmetro dos vasos sanguíneos e aliviar dores e riscos diversos de saúde, por melhorar o fluxo sanguíneo.

Após um tempo de seu lançamento e da descoberta que o medicamento provocava potentes ereções nos pacientes cardíacos, o Viagra tornou-se consagrado e famoso em todo o planeta como a “solução” dos problemas de disfunção erétil. 

Após ele, diversos outros medicamentos foram lançados, como por exemplo o Cialis (tadalafila), Levitra (vardenafila) e muitos outros, com a mesma promessa de promover ereção somada a vaso dilatação, melhorando a circulação sanguínea não somente no pênis, mas em todo o corpo.

Nos últimos anos, o Viagra ganhou espaço também na pneumologia, onde é usado para tratar diversas doenças dos pulmões. O efeito do Viagra sobre o pênis ocorre, principalmente, porque consegue bloquear uma enzima chamada fosfodiesterase tipo 5. Ela consegue relaxar especificamente os tecidos dos corpos cavernosos, permitindo que sejam “inundados” de sangue, gerando a ereção.

Apesar de seu uso estar associado apenas a homens mais velhos, pesquisadores da Universidade Estadual da Califórnia descobriram que o uso recreacional do Viagra está associado com outras drogas.

De acordo com as diretrizes norte-americanas da prescrição do medicamento, misturar Viagra ou outros vasodilatadores da mesma classe junto com nitratos pode ser fatal.

Qualquer medicamento que contenha nitratos, se for tomado junto com Viagra, provoca uma rápida queda na pressão arterial, deixando a pessoa tonta, fraca, desmaiada ou com possibilidade de ataque cardíacos ou derrames. Em alguns casos, pode ser fatal.

Normalmente, os médicos sugerem que, no máximo, apenas 50 mg seja ingeridos por dia (1 hora antes da relação sexual, em média). Essa quantidade pode ser diminuída para 25 mg ou 10 mg, de acordo com a necessidade.

A dose máxima diária não deve ultrapassar 100 mg e quanto menor for a dosagem, menores são os riscos para os pacientes desenvolverem efeitos colaterais e possíveis riscos.

Dessa forma, é expressamente desaconselhado que as pessoas tomem mais de uma dose por dia (jamais ultrapassando a dose máxima) e que nunca seja misturada com outros medicamentos que geram ereção, por risco de queda súbita da pressão cardíaca. Novamente lembrando: Viagra tomado com qualquer medicamento que contenha nitratos, pode ser fatal!

Para ilustrar essa ideia, há alguns anos, o vocalista da banda Tokio Hotel sofreu uma overdose de Viagra ao tomar três comprimidos. Ao descrever os sintomas ele disse ter sentido a cabeça latejar e a visão embaçar. “Não era mais divertido. Foi muito ruim”, disse Tom Kaulitz à imprensa.

A overdose de Viagra pode gerar uma série de sintomas, como aumento do ritmo cardíaco e fortes dores no peito. Um dos piores efeitos do uso acima da dose máxima ocorre no pênis, um problema chamado priapismo. O priapismo é um tipo de ereção dolorosa que chega a durar até mais de 4 horas, sem ejaculação — o pênis fica ereto constantemente, sem que o sangue saia dos corpos cavernosos.

É considerado gravíssimo e necessita de atendimento médico urgente em um pronto-socorro para que o pênis possa voltar ao estado flácido o mais rápido possível.

Isso é feito, literalmente, injetando uma agulha no pênis e retirando o sangue acumulado. Se nada for feito, o paciente corre o risco de ficar impotente permanentemente, causar necrose e até mesmo ter que amputar o membro.

Apesar do mito de que o Viagra é usado apenas para ereção e somente em homens, novos estudos demonstraram a imensa versatilidade do fármaco, sendo atualmente usado contra o diabetes, a infertilidade, dores na região pélvica, na pneumologia e problemas na próstata. Atualmente, estuda-se o uso do Viagra na Doença de Crohn — de origem inflamatória que ocorre no trato gastrointestinal.

Fonte(s): Gawker / ABC da Saúde Imagens: Divulgação

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