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Mulher tem rosto queimado durante depilação a laser: “Meu psicológico está muito abalado”

Ana Lúcia Lopes dos Santos, mesmo após 3 semanas de sofrer queimaduras, luta para lidar com os ferimentos e as marcas em sua pele. Veja os riscos do procedimento estético

de Redação Jornal Ciência 0

Reportagem divulgada no jornal Metro World News mostra o caso de Ana Lúcia Lopes dos Santos, 53 anos, moradora de Mesquita, Rio de Janeiro.

A professora foi realizar um procedimento de depilação a laser. Mesmo após 3 semanas das queimaduras, precisa lidar com os ferimentos e as marcas, estando com o psicológico abalado.

Traumatizada, contou que não sai de casa e quando chega próximo de alguma fonte de calor, sente muita ardência na pele. Se existe necessidade em sair de casa, dá preferência à noite e, mesmo assim, usa chapéu.

De acordo com o jornal, o episódio abalou sua saúde mental: “O meu psicológico está muito abalado, época de festas, e eu com o rosto queimado e sem poder sair. O rosto, por mais que faça maquiagem, as marcas aparecem. Os dias têm sido muito difíceis”, disse.

Ana Lúcia comentou à imprensa que, após expor o ocorrido de forma pública, a empresa Espaço Laser — que realizou o procedimento — parou de ajudá-la.

Em nota à imprensa, a empresa Espaço Laser afirma que usou todos os protocolos de segurança necessários para a realização do procedimento.

“A empresa se solidariza com a cliente Ana Lúcia, que está em processo de recuperação, e reforça que vem acompanhando o caso, prestando todo o suporte necessário para restabelecimento completo da área afetada, inclusive de ordem financeira para suprir todos os custos incorridos pela cliente. Vale ressaltar que as intercorrências que podem estar relacionadas à depilação a laser são reversíveis, sendo totalmente possível o retorno ao aspecto saudável da pele”.

A professora registrou boletim de ocorrência na 53ª Delegacia de Polícia, em Mesquita, como lesão corporal.

Depilação a laser pode queimar a pele?

O laser da depilação deve “atacar” apenas os pigmentos escuros concentrados que existem nos pelos. A melanina — proteína responsável por dar cor aos cabelos e pelos, também entra na constituição da coloração de nossa pele. Mas, nos pelos, está muito mais concentrada, sendo alvo do laser.

Quando o laser é disparado, ele deve ter como alvo apenas os pigmentos dos pelos. Mas, se o laser “entender” que a melanina da pele também é alvo, a luz acaba atacando várias frações de melanina da superfície da pele, gerando queimaduras.

Após a queimadura, a pele torna-se vermelha, com posterior formação de crostas. Após a queda das crostas, as marcas tornam-se brancas porque as células que produzem a melanina — chamadas de melanócitos — foram danificadas ou morreram.

Também pode ocorrer hipocromia (aspecto branco) ou hipercromia (aspecto escuro) na pele afetada, pela diminuição natural da produção dos pigmentos na região.

Se a queimadura for muito grave, pode haver formação de cicatrizes. Mas, na maioria dos casos, a cor e o aspecto da pele voltam ao normal após alguns meses — em alguns casos, este tempo pode ser maior.

Dermatologistas afirmam que a fotodepilação — laser ou luz pulsada — é um procedimento estético com bons resultados se for realizado com a tecnologia adequada dentro dos protocolos corretos. Mas, se for realizado de forma errada, pode gerar queimaduras graves.

Os médicos ainda salientam sobre um efeito pouco comentado, o chamado “aumento paradoxal na quantidade de pelos”. Este efeito ocorre como resposta biológica quando fluências muito baixas, da luz pulsada ou do laser, são usadas.

Embora possa ser feito por outros profissionais da estética, especialistas em saúde recomendam e defendem que a fotodepilação seja realizada por médicos dermatologistas com experiência.

Outros casos

A imagem abaixo é da modelo e influenciadora digital Laura Cavalcante, à época com 23 anos, em 2019, quando sofreu graves queimaduras de segundo grau em uma clínica de Maceió, Alagoas, ao fazer um procedimento de depilação a laser.

Mesmo após 2 meses, as marcas eram extremamente visíveis. Hoje, 3 anos depois, Laura Cavalcante encontra-se com a cor de sua pele recuperada, em recentes publicações em seu Instagram.

Fonte(s): Metro World News Imagem de Capa: Reprodução / Arquivo Pessoal Foto(s): Reprodução / Redes Sociais

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