Kaon: partícula exótica e bizarra é descoberta e pode revelar o que aconteceu no universo após o Big Bang

de Merelyn Cerqueira 0

Cientistas observaram, pela primeira vez, um tipo indescritível de matéria contendo “partículas virtuais” de curta duração. Acredita-se que a nova forma de matéria forneça informações mais esclarecedoras sobre a origem do universo após o Big Bang.

 

Para o novo estudo, uma equipe internacional de pesquisadores demonstrou a existência de um núcleo exótico contendo dois prótons e uma partícula fugaz, conhecida como kaon.

 

Um kaon é um tipo de méson que faz parte de grupo de partículas de vida curta que permeiam as forças entre prótons e nêutrons, de acordo com o instituto RIKEN Cluster for Pioneering Research. Eles são compostos de um par de quarks e antiquarks.

 

A existência dos mésons foi proposta pela primeira vez pelo físico japonês Hideki Yukawa. No entanto, sua natureza fugaz dificultou a identificação dos kaons. Por possuírem curta duração, os kaons são essencialmente “partículas virtuais”, que entram e saem rapidamente de existência. Sabendo disso, os pesquisadores tentaram localizá-los em um núcleo junto com nêutrons e prótons, onde poderiam se tornar uma partícula não virtual.

 

Então, usando o recuo da ejeção do nêutron, os cientistas foram capazes de substituir o nêutron pelo kaon, que então se ligou firmemente ao núcleo. De acordo com a equipe, o núcleo resultante continha dois prótons e um único kaon. A descoberta poderia ajudar a explicar como a massa surgiu após o nascimento do universo, bem como poderia melhorar nossa compreensão dos fenômenos quânticos.

Mais importante do que isso é que a pesquisa demonstrou que os mésons podem existir na matéria nuclear como uma partícula real – é como se fosse possível o açúcar não ser dissolvido na água, fez uma analogia o chefe da equipe, Masahiko Iwasaki.

 

Isso abre uma maneira totalmente nova de ver e entender os núcleos. A compreensão de tais núcleos exóticos nos dará ideias sobre a origem da massa de núcleos, bem como formas de matéria no núcleo de estrelas de nêutrons”, comentou.

 

Pretendemos continuar experimentos com núcleos mais pesados ​​para aprofundar nossa compreensão do comportamento de ligação dos kaons”, concluiu.

 

O que é a Teoria do Big Bang?

Trata-se de um modelo cosmológico usado para descrever o começo e evolução do nosso universo. Ela diz que o universo estava em um estado muito quente e denso antes de começar a se expandir há 13,7 bilhões de anos.

 

A teoria é baseada em observações fundamentais, como a feita pelo telescópio Hubble – lançado em 1990, e pesquisas e análises feitas em 1920, que observaram que a distância entre as galáxias aumentava em todo o universo. Isso significa que as galáxias tinham que estar mais próximas umas das outras no passado – obrigatoriamente.

 

Em 1964, Wilson e Penzias descobriram a radiação de fundo cósmica (também observável em todo universo), que é como um fóssil de radiação emitida durante o começo do universo, quando este ainda estava quente e denso. A composição do universo – isto é, o número de átomos de diferentes elementos – é consistente com a Teoria do Big Bang.

 

Até o momento, a teoria é a única que temos para explicar por que observamos uma grande abundância de elementos primordiais no universo.

[ Fonte: Daily Mail ]

[ Foto de Capa: Reprodução / Debate Chamber ]

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