Sendo o mundo um lugar traiçoeiro –cheio de pessoas, criaturas e substâncias perigosas – até mesmo situações normais são capazes de nos matar: como casualmente ser atingido por um trem, se afogar em uma banheira ou ter uma reação alérgica a algo completamente aleatório, como uma abelha.
Há ainda outras situações mais bizarras, que embora sejam menos prováveis de acontecer, são igualmente letais. Isso inclui ser lançado para em um vulcão, se aproximar da superfície solar ou andar na Lua sem um traje especial.
Dito isso, conforme reportado pela Live Science, o escritor Cody Cassidy o físico Paul Doherty, cientista do Exploratorium Museum de São Francisco, passaram dois anos refletindo e estudando sobre quais os modos mais bizarros, extremos e terríveis de morrer.
O resultado foi publicado em um livro lançado recentemente sob o título (que provavelmente já traz spoilers sobre o assunto) de “And Then You’re Dead: What Really Happens If You Get Swallowed by a Whale, Are Shot from a Cannon, or Go Barreling over Niagara” (“E Então Você Está Morto: O que Realmente Aconteceria se Você Fosse Engolido por uma Baleia, Atirado de um Canhão ou Embarrilasse pelo Niágara?”, em tradução livre), publicado pela Penguin Books.
Um dia após o lançamento do livro, os autores foram até ao Reddit, em uma sessão chamada Ask Us Anything (“Pergunte-nos qualquer coisa”, em tradução livre) para responderem a perguntas dos leitores que abordavam os cenários improváveis e provocantes descritos na obra.
“Nós vimos perguntas como: o que aconteceria se você nadasse na profundidade de um submarino, fosse engolido por uma baleia (surpreendentemente possível), o cabo do elevador em que você está quebrasse (não salte, não vai ajudar), se é mesmo possível morrer pelo magnetismo (é!), se colar sua mão no acelerador de partículas CERN é letal (provavelmente) e muitos mais”, escreveram eles em uma introdução ao fórum AUA.
O livro inclui 45 maneiras terríveis de morrer, todas retiradas de cerca de 200 exemplos extraídos de pesquisas científicas e sugestões de colegas de profissão, segundo Doherty. Super Soaker do diabo.
Um dos métodos que o autor considera especialmente sinistro, mas que infelizmente não entrou no livro, foi a “morte por Super Soaker”, uma espécie de arma de brinquedo utilizada por crianças na maioria das vezes para atirar água.
Segundo ele, o pior material para ser colocado nesse brinquedo seria o trifluoreto de cloro, por ser extremamente corrosivo, produzir fumaça tóxica, ser violentamente explosivo (quando em contato com a água) e um oxidante altamente reativo.
“Quando a fumaça atinge você, primeiro ela entorpecerá os nervos para que você não saiba que você foi atingido”, explicou. “Então, o cloro transformará seus ossos em gelatina”.
Passear por uma estrela de nêutrons ou mergulhar na Fossa das Marianas. Em outra pergunta dos usuários do Reddit, eles foram questionados sobre o que aconteceria se uma pessoa estivesse flutuando próxima a uma estrela de nêutrons ou mergulhasse nas profundidades das Fossa das Marianas, ponto mais profundo do oceano na Terra, com quase 11 mil quilômetros de profundidade.
Para a primeira pergunta, basicamente, consideraram que a morte provavelmente seria causada pela intensa exposição à radiação letal.
Já pata a segunda, afirmaram que a intensa pressão da água abriria o corpo da pessoa, não apenas matando-a, mas deixando seus restos mortais para as mais sinistras criaturas que habitam as profundezas dos oceanos, como os Osedax (snotflower).
Por que a curiosidade?
Agora, por que as pessoas são tão fascinadas por essas formas potencialmente terríveis de encontrar a morte? Segundo Doherty, talvez, porque reconheçam que esse é um fim inevitável e talvez seja mais fácil de confrontá-lo quando conhecem todas as possibilidades – mesmo as mais improváveis.
“A ideia de enfrentar a morte em maneiras que são um pouco mais humorísticas ou exóticas ajuda as pessoas a pensar sobre o próprio fim de uma forma mais satisfatória”, concluiu.
Fonte: Live Science Fotos: Reprodução / Pixabay