Mononucleose: gosta de sair beijando? Entenda a famosa “doença do beijo” e suas consequências

de Merelyn Cerqueira 0

Se você participa com frequência de micaretas (o chamado “carnaval fora de época”) ou frequenta certos tipos de baladas, já deve ter saído por aí beijando muitas bocas desconhecidas.

Embora não deva ser considerada uma atitude repreensível, afinal cada um faz suas próprias escolhas, ela pode vir acompanhada de um problema microscópico, mais especificamente um vírus chamado Epstein-Barr. 

Este patógeno é responsável por uma infecção comum chamada mononucleose, também conhecida como “doença do beijo”.

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Como tal, ela é transmitida pelo contato e troca de secreções – neste caso, a saliva. O problema maior é que, a infecção não somente é uma doença crônica, como também é passível de resultar no desenvolvimento de tumores, uma vez que provoca a morte de células do sistema imunológico, como os linfócitos T.

Igualmente problemáticos a essa situação são os dados que acompanham a infecção. Estima-se que, atualmente, quase 90% de todos os adultos no mundo sejam soropositivos.

Isto é, já tiveram contato com o vírus – embora tenham desenvolvido anticorpos específicos para combatê-lo.

Isso significa que para todos estes adultos, pelo menos um dos episódios de gripe, na verdade, eram sintomas de mononucleose.

Problema crônico

Os sintomas da doença geralmente aparecem entre a 4ª e 8ª semana após a infecção. Ela começa na mucosa da faringe, atingindo depois o tecido linfático, onde continuará a se multiplicar e espalhar.

Quando o sistema imunológico detecta o problema, secreta as chamadas citocinas defensivas, que irão causar febre alta, mal-estar, fadiga, dor de garganta, aumento dos gânglios linfáticos do pescoço e, em alguns casos, hepatite moderada.

O organismo, então, trabalha para que a infecção seja controlada em poucos dias e, embora o faça com destreza, o vírus da mononucleose permanecerá para sempre dentro dele, de forma latente e esperando o momento certo para que possa invadir outro corpo.

Fonte: Diário de Biologia Fotos: Reprodução / Diário de Biologia

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