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Imagens mostram detalhes verdadeiramente assustadores sobre as cirurgias feitas no passado

de Merelyn Cerqueira 0

Cirurgias, por si só, são francamente bizarras: cortes feitos em humanos para a retirada de doenças mortais ou excesso de gorduras, correção de problemas, entre outros.

Nos últimos 100 anos, as intervenções médicas se tornaram ferramentas seguras e confiáveis, para não mencionar um componente essencial de saúde pública. No entanto, o fato de termos métodos mais avançados de cirurgias simplesmente não apaga o que aconteceu no passado. Na série de imagens abaixo, você confere alguns fatos bizarros sobre a prática. As informações são da Business Insider:

– Até 1906, os médicos realizavam operações bastante complexas. As radiografias rudimentares permitiam análises sem precedentes do interior do corpo, embora não fossem tomadas as precauções necessárias para evitar exposições prejudiciais sobre a radioatividade.

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– Alguns procedimentos realizados não eram de fato cientificamente sólidos, como a prática de regular a pressão sanguínea por meio de trajes de corpo inteiro. Os médicos utilizavam a roupa para administrar infusões de remédios no pescoço.

– As salas onde realizavam-se essas operações terríveis eram de fato impressionantes. A imagem abaixo mostra a sala de operações do Hospital Ellis Island, que, mesmo em 1909, era relativamente moderna.

– As cirurgias por outro lado eram brutais. Porque a ideia de anestesia ainda não era bem compreendida e não havia as ferramentas especiais disponíveis hoje, as operações eram contundentes e traumáticas.

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– Durante a Primeira Guerra Mundial, a medicina passou por uma grande inovação. A prática cirúrgica, por exemplo, ganhou mobilidade, já que os médicos precisavam ir até os campos de batalhas operar soldados feridos.

– Em 1921, a anestesia foi utilizada durante um procedimento de remoção de tumor. No entanto, os médicos reportaram depois que cerca de um em cada 10 pacientes morriam na mesa.

– Durante a década de 20, os equipamentos não eram suficientemente avançados para a realização de cirurgias. Os médicos dependiam de carrinhos improvisados feitos de tubos de PVC para guardar seus acessórios.

– A década de 1920 também viu um aumento das clínicas de cirurgia. Contudo, e embora hoje tenhamos grandes equipes de profissionais da saúde, à época os médicos operavam com ajuda de apenas um ou dois enfermeiros.

– Esta é uma das imagens mais emblemáticas do período, e ela descreve como eram ensinados os procedimentos dento das salas de aula.

– A imagem abaixo mostra o chamado inalador Braun, que era usado para administrar éter e clorofórmio. Embora o clorofórmio tenha sido elogiado por seus efeitos de ação rápida, ele foi proibido na década de 1930 devido à sua toxicidade.

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– Tubos de raios-X também eram bem utilizados na década de 1930. Os médicos recorriam a eles quando queriam examinar o corpo do paciente antes de decidir pela cirurgia.

– No início da década de 1940, os cientistas médicos começavam a aprender usar os aparelhos de raios-X mais próximos do que temos hoje e o método de anestesia local.

– A mesma década também trouxe interesse em procedimentos controversos, como a lobotomia. Os médicos começaram a se especializar na prática de alívio de doenças, por meio do corte e remoção de tecidos cerebrais por completo.

– As ferramentas que permitiam tais procedimentos eram muitas das vezes tão bizarras quanto a própria cirurgia, que era feita por meio de robustos exercícios de perfuração do crânio de um paciente antes da remoção de tecido.

– À medida que a Segunda Guerra Mundial permanecia em curso, a prática cirúrgica novamente experimentou um grande avanço. Os médicos podiam realizar os mesmos procedimentos de um hospital nos campos de batalha graças à tecnologia, que não exigia mais que permanecessem presos a uma sala de operações.

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– Em 1952, os médicos realizaram a primeira cirurgia em que pararam e reiniciaram com sucesso um coração. Este evento posteriormente formaria a base do que hoje são os transplantes modernos.

– No auge da Guerra do Vietnã, os médicos realizaram o primeiro transplante de coração do mundo. Infelizmente, o paciente morreu de pneumonia apenas 18 dias depois.

– A década também trouxe muita tecnologia para dentro da sala de operações, que se tornaram algo como as estações de controle da NASA, para efeito de comparação. As salas de operação eram tidas como o ponto visual mais importante de qualquer hospital bem-sucedido.

– As operações que anteriormente representavam riscos de infecção, como o reparo de feridas, eram rotineiras na década de 1970. Mas agora os médicos queriam diminuir: a década viu a invenção da cirurgia laparoscópica ou minimamente invasiva.

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– As operações que anteriormente representavam riscos de infecção, como a de reparo de feridas, eram bem comuns na década de 1970. Mas, com o passar do tempo os médicos viram uma necessidade em reduzi-las. Neste ponto foi criada a cirurgia laparoscópica ou minimamente invasiva.

– Com essa forma de procedimento menos invasivo em ascensão, a cirurgia em si foi se tornando obsoleta. No final da década de 1970 e início da década de 1980, surgiu um grande interesse na prática de cirurgia plástica. Neste ponto, as pessoas perceberam que as operações poderiam ser uma forma de recreação e não apenas para preservação da vida.

– Os implantes de silicone, criados no início dos anos 80, ajudaram especialmente a popularizar as cirurgias plásticas, especialmente a de aumento de mama.

– Mesmo com toda essa inovação, alguns procedimentos experimentais acabaram não acompanhando as técnicas mais recentes. Em 1994, por exemplo, médicos do Instituto Hemopatológico da Rússia derramaram gelo em cima dos pacientes a fim de prepará-los para cirurgia cardíaca. A ideia era substituir a anestesia.

– Mas o progresso também transcendeu diferentes formas de cirurgias, e não apenas em humanos. Em 1996, Bonah, um tigre branco raro de 18 meses de idade, passou por uma operação de sucesso para corrigir uma rótula deslocada e acabou se recuperando muito bem.

– À medida que o problema da obesidade cresceu nos Estados Unidos, no início do século 21, a medicina fez um uso sem precedentes da cirurgia laparoscópica para redução do estômago dos pacientes, a fim de combater o ganho de peso.

– Nos últimos anos, a tecnologia tem avançado para que as cirurgias comecem a depender menos do envolvimento humano e mais da robótica. Um exemplo disso é o Sistema Cirúrgico Da Vinci Xi, criado pela Intuitive Surgical, que pode um dia permitir que os médicos trabalhem remotamente na operação de pacientes em todo o mundo.

– Em dezembro de 2015, médicos do NYU Langone Medical Center realizaram o primeiro transplante de rosto bem sucedido no mundo em um bombeiro que sofreu queimaduras extremas em 2001. O procedimento pioneiro envolveu mais de 100 pessoas e 26 horas de trabalho.

Fonte: Business Insider Fotos: Reprodução / Business Insider

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