O que significam aqueles quadrados coloridos nos tubos de pasta de dente?

de Merelyn Cerqueira 0

Você já deve ter notado que as pastas de dente possuem diferentes marcações, de forma quadrada e colorida, localizadas na extremidade de suas embalagens. Mas, afinal, o que elas indicam?

Tem havido uma “lenda urbana” sugerindo que as diferentes cores (verde, azul, vermelho e preto) na verdade indicam do que o produto é feito e como ele pode ser prejudicial para a saúde.

Então, o verde indicaria produtos naturais, o azul, produtos naturais e medicinais, o vermelho, componentes naturais e químicos, enquanto que o preto seria usado para sinalizar componentes puramente químicos.

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Contudo, essa informação é falsa. Na verdade, essas marcas coloridas indicam uma característica que não está presente somente nas pastas de dentes, mas em caixas de leite, de cereais e pacotes de bolacha, por exemplo. 

Essas marcações são usadas durante os processos de fabricação e embalagem, como “marcas de olho”, “marcas de cor” ou “guias de registro”.

Seu objetivo é indicar a um sensor robótico onde a embalagem deve ser cortada, dobrada ou colada.

Estas cores são normalmente concebidas para serem mais escuras do que o resto da embalagem, para que sejam mais facilmente lidas pelas máquinas.

No caso das pastas de dente, os tubos são fabricados em um local completamente separado de onde é feito o produto em si.

Eles são produzidos em tiras longas, ocas e, que, dependendo do volume pretendido, serão divididos em diferentes centímetros de comprimento. É justamente durante este processo de as guias de registro entram em jogo, uma vez que indicam a máquina exatamente onde cortar.

Agora, se você está se perguntando o porquê de elas serem coloridas, o motivo é um pouco decepcionante.

De fato, na verdade sequer há um motivo, uma vez que a cor não importa muito. Elas variam entre as marcas e fabricantes, com cada um imprimindo a de sua preferência, afinal ela será usada apenas para controle de qualidade e na detenção de lotes defeituosos.

Fonte: STH Fotos: Reprodução / STH

Jornal Ciência