Se um apocalipse zumbi acontecer, é isso o que você deve fazer, segundo a ciência

de Merelyn Cerqueira 0

Pesquisadores nos EUA simularam como um surto de zumbis afetaria o país. A pesquisa, apresentada no em março de 2015 em uma reunião da American Physical Society, embora pareça irrelevante, tem como princípio ajudar a entender epidemias reais, segundo informações da IFLScience.

 

De acordo com os pesquisadores, as grandes cidades seriam as mais afetadas, e, portanto, deveriam ser desconsideradas como destino. Por outro lado, as regiões de montanha seriam as melhores opções para proteção.

 

Cidades como Nova York e Atlanta, por exemplo, seriam as mais problemáticas, segundo o pesquisador Alex Alemi, da Universidade de Cornell.

Segundo ele, a melhor chance de sobrevivência está no isolamento, a fim de evitar a infecção. Idealmente, a região como as Montanhas Rochosas, no sudoeste dos EUA, seria a melhor opção, uma vez que é pouco povoada e difícil acesso.

 

Eu adoraria ver uma situação ficcional onde a maioria da cidade de Nova York é destruída em apenas um dia, e eles teria apenas um mês para se preparar“, disse Alemi em comunicado de imprensa.

 

Para o estudo, que foi inspirado pelo livro “Guerra Mundial Z”, de Mx Brooks, Alemi e seus colegas usaram modelos padrão de doenças para estimar a taxa de infecção de zumbis em torno dos EUA, assumindo que os humanos precisariam ser infectados por uma mordida. Eles consideraram informações padrão, incluindo a ideia de que zumbis viajariam apenas a pé e não morreriam naturalmente, mas deveriam ser destruídos com um golpe bem colocado na cabeça.

Essencialmente, eles usaram um modelo realista que é muito semelhante à forma como os epidemiologistas calculam a propagação de vírus reais, mas usando parâmetros fictícios únicos de zumbis. Assim, criaram cenários pressupostos, como um colapso da infraestrutura de transporte, incluindo o fechamento de aeroportos.

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Os pesquisadores modelaram os centros populacionais do país, assumindo possíveis interações com elementos de aleatoriedade. Por exemplo, um zumbi poderia morder e infectar um humano ou a pessoa poderia escapar ou matar a criatura. Ainda, o surto provavelmente não aconteceria em todo país, de modo que mais variáveis deveriam ser consideradas. Também foi condicionado que os zumbis poderiam ser mais e menos agressivos e mais e menos móveis.

 

Feito isso, a equipe construiu um modelo interativo, que apontou que o surto seria devastador para Nova York em apenas 24 horas. “Dado o tempo, poderíamos tentar adicionar dinâmicas sociais mais complicadas à simulação, como permitir que as pessoas fujam, incluir planos de voo ou ter consciência do surto“, disse Alemi.

Embora a pesquisa pareça irrelevante, os pesquisadores de saúde pública tendem a aproveitar desse tipo de estudo, uma vez que ajuda a educar as pessoas sobre como as doenças se espalham.

 

Curiosamente, o site dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), mantém uma página Zombie Preparedness para ajudar as pessoas a se prepararem e responderem a um Apocalipse Zumbi – mostrando que as pesquisas e os estudos sobre doenças devastadoras não são nenhuma piada!

[ IFL Science ] [ Fotos: Reprodução / IFL Science ]

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