Confira as curiosidades sobre o cirurgião-paleta

de Julia Moretto 0

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O peixe mais popular do momento mora em recifes de corais e muda de cor conforme o crescimento.

 

Após o sucesso de “Procurando Nemo”, chegou a vez de Dory com o filme  “Procurando Dory”. O novo peixinho de sucesso dos desenhos animados nada mais é do que o Paracanthurus hepatus.

 

Tamanho e descrição

Os cirurgiões-paleta (nome que usaremos) são diferenciados por sua cor azul brilhante, corpos ovais e amarelos, caudas em forma de bandeira e barbatanas peitorais amarelas. Já os adultos possuem uma linha estreita na cor azul escuro ao longo de sua barbatana dorsal que curva de volta na cauda. Sua semelhança com o numeral 6 dá à espécie um dos seus nomes descritivos.

 

Segundo Animal Diversity Web (ADW), é normal a mudança de coloração nessa espécie. Apesar de no filme “Procurando Dory” a pequena Dory ser azul com uma cauda amarela, na vida real, os peixes jovens possuem uma cor amarela brilhante, com manchas azuis em seus olhos e barbatanas. Conforme vão crescendo, seus corpos se tornam azulados.

 

O cirurgião-paleta possui uma espinha afiada e venenosa na base da sua nadadeira caudal, ou barbatana caudal, para se proteger de predadores. Essa formação possui uma toxina que pode causar dor intensa em pequenos predadores, assim como os seres humanos. Um espécime adulto pesa normalmente cerca de 600 gramas e possuem de 12 a 38 centímetros de comprimento. Segundo o ADW, os machos são maiores do que as fêmeas.

 

Habitat

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), é mais comum encontrar essa espécie no Oceano Pacífico, porém também podem ser vistos no Oceano Índico. De acordo com o ADW, eles gostam de se esconder nos ramos de proteção e moram em recifes de corais. 

 

Dieta

Com uma alimentação baseada em algas, estes peixes usam seus pequenos e afiados dentes para manter os corais limpos. Eles são fundamentais para o ciclo de vida dos recifes de corais, pois comem o excesso de algas, impedindo a morte dos corais.

 

Hábitos

Considerados sociais, esses peixes normalmente são encontrados em pares ou em pequenos grupos. Outras vezes, formam aglomerados com 10 a 12 membros. Eles incluem espécies diferentes em seus grupos. Quando confrontados com um predador, os eles se fingem de mortos, permanecendo imóveis até o predador passar por eles. Os machos algumas vezes se atacam de maneira agressiva, lutando com suas espinhas caudais. Segundo o ADW, agindo dessa maneira eles alcançam uma posição dominante e conquistam mais espaço. 

Descendência

Quando é hora de reproduzir, eles se reúnem em grupos. As fêmeas expelem seus ovos na água acima do coral, os machos expelem esperma, e a fertilização ocorre externamente. Cerca de 40.000 ovos são expulsos por sessão de desova, de acordo com o ADW. Após o processo, os pais continuam a nadar sem grandes preocupações.

 

Segundo a Marine Aquarium Sociedades da América do Norte (Masna), os ovos fertilizados são lançados e cerca de 26 horas após a fertilização, os ovos eclodem e vivem na sopa até o momento em que atingem a juventude. Nesse ponto, eles se concentram em um habitat de coral, para completar a nova fase. Os bebês são chamados de larvas após essa fase. A maturidade é medida através do tamanho e não pela idade, segundo o ADW. Os machos são considerados maduros quando chegam a 11 cm de comprimento; as fêmeas, quando ficam com 13 cm de comprimento. Essa espécie pode viver mais de 30 anos em estado selvagem.

 

Estado de conservação

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, os Paracanthurus hepatus não estão na lista dos animais em extinção. Essa espécie de peixe é vista em aquários populares e alguns ambientalistas temem a possibilidade desses animais serem mais procurados, devido à exposição do filme “Procurando Dory”. Segundo os especialistas, alguns animais já sofreram após terem sido destaque no cinema, como é o caso do Nemo, do filme “Procurando Nemo”. Muitas pessoas compraram um peixe-palhaço sem saber como cuidar adequadamente do animal.

[ Live Science ] [ Fotos: Reprodução / Live Science ]