Você já deve ter percebido que na tabela nutricional dos alimentos industrializados existe a indicação de elementos que estão presentes na tabela periódica, como potássio, ferro e cálcio.
Esses alimentos são facilmente associados e encontrados cereais matinais, bolachas… Porém, poucos sabem que os alimentos que consumimos possuem elementos radioativos. Um dos mais encontrados é o Urânio. Mas, o que acontece se você comer Urânio?
Primeiramente, vamos entender um pouco sobre ele. O urânio é um metal encontrado naturalmente no solo, rocha e água e é fracamente radioativo. Especialistas retiram o elemento do solo (através da substância dióxido de urânio) e modificam seus três isótopos para enriquecê-lo ou enfraquecê-lo.
Quando enriquecido a 20%, é usado na geração de energia em usinas nucleares e em propulsores de submarinos, sendo produzido desta forma em 12 países, incluindo o Brasil. Mas, quando é enriquecido a 90%, o Urânio pode ser usado na fabricação de bombas nucleares.
De acordo com a Environmental Protection Agency, comemos cerca de 0,07 a 1,1 micrograma de urânio por dia. Isso porque nossos alimentos são frequentemente expostos a esse elemento, especialmente batatas, cenouras e hortaliças.

Essa pequena ingestão de Urânio não causa nenhum malefício, não sendo suficiente para danificar a saúde. Além disso, 95% a 99% da quantidade ingerida é eliminada na urina após 24h.
Apenas uma pequena quantidade de urânio permanece nos ossos por meses ou anos após a ingestão. Em geral, ingerir Urânio é menos prejudicial do que inalá-lo.
O consumo de substâncias radioativas pode causar câncer — por isso você vê tantos avisos nas embalagens de cigarro, já que o tabaco possui Polônio-210, além de outros elementos tóxicos e perigosos.
Voltando ao Urânico, quando há uma ingestão um pouco maior, é possível sofrer de problemas nos rins. O Polônio também pode atravessar a barreira hematoencefálica e alterar a química do cérebro.
Danos aparecem depois de consumir apenas 25 miligramas, mas se o valor consumido for o dobro (50 miligramas) pode ocorrer falência renal e, posteriormente, morte.
Não há registro de que a exposição oral de urânio leve à morte através da alimentação, mas os riscos de danos à saúde sempre devem ser levados em consideração.
De todo modo, a melhor maneira de evitar problemas futuros é tentar consumir Urânio o mínimo possível. De acordo com análise feita divulgada pela USP — Universidade de São Paulo — o alimento que mais contém Urânio é o feijão.
Felizmente, a dose que ingerimos no Brasil não ultrapassa os protocolos internacionais de exposição ao Urânio e uma forma de diminuir ainda mais sua presença é lavar bem os alimentos.
Água e sabão conseguem reduzir a concentração de Urânio nos alimentos, bem como outros elementos químicos e alguns agrotóxicos.
Fonte(s): Super Curioso Imagens: Reprodução / Super Curioso