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Homem homossexual diz ter sido duramente torturado em acampamento checheno “estilo nazista”

de Merelyn Cerqueira 0

Um homem identificado apenas como Adam afirmou ter sido torturado diariamente enquanto esteve detido em acampamento checheno de “estilo nazista”, de acordo com informações do Daily Mail.

Ele alegou ter sido espancado e eletrocutado enquanto seus torturadores lhe proferiam palavras ofensivas sobre sua sexualidade. O acampamento supostamente teria sido criado pelo presidente da , Ramzan Kadyrov, como parte de uma detenção informal “anti-gay”.

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Adam revelou que grampos de metal eram colocados em seus dedos do pé e mão, e ligados à corrente elétrica. Também contou que foi espancado com varas de madeira e metal, enquanto seus abusadores lhe ofendiam e exigiam que ele dissesse o nome de outros homossexuais. Às vezes, eles tentavam obter informações de mim”, contou em entrevista ao The Guardian. “Em outras ocasiões estavam apenas se divertindo”.

Eles nos acordavam às 5 horas da manhã e nos deixavam dormir apenas à 1h”, continuou. “Pessoas diferentes apareciam e se revezavam para nos bater. Às vezes traziam outros prisioneiros, que diziam ser gays, que também eram ordenados a nos bater”.

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Eles nos chamavam de animais, não humanos, e diziam que íamos morrer ali”. Adam disse que foi preso após marcar um encontro com um amigo de longa data. No entanto, quando chegou ao local, foi recebido por um grupo de homens, que o acusaram de ser gay e revelaram uma série de mensagens escritas por ele. Então, forçado a confessar, ele foi levado a um acampamento onde foi brutalmente torturado.

Ele afirma que foi mantido preso junto a uma dúzia de outros homens, que foram submetidos a provocações semelhantes. A história de Adam apoia uma série de relatórios divulgados pelo jornal russo Novoya Gazeta, que acusa o governo checheno, um firme aliado de Putin, de encarcerar mais de 100 homossexuais como parte de uma purgação. Os jornalistas afirmaram ter provas concretas de que pelo menos três pessoas haviam sido mortas nestes locais.

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Uma série de imagens revelam as marcas dos abusos sofridos, que incluem grandes golpes nas pernas e o que parecem ser queimaduras nas costas. Um dos prisioneiros que conseguiu escapar disse em entrevista que antes de ser preso, havia sido obrigado a pagar subornos à polícia chechena para sobreviver.

Questionado sobre as supostas prisões, o porta-voz de Kadyrov, Alvi Karimov, afirmou que todos os relatos não passam de “mentiras e absolutas desinformações”. Pior do que isso, sugeriu que toda a história é impossível, uma vez que “não existem gays na Chechênia”.

[ Daily Mail ] [ Fotos: Reprodução / Daily Mail ]

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