Febre de Lassa: vírus semelhante ao Ebola é detectado em duas pessoas na Inglaterra

Duas pessoas na Inglaterra foram diagnosticadas com Febre de Lassa, um vírus raro semelhante ao Ebola que se espalha através de fezes de ratos

de REDAÇÃO JORNAL CIÊNCIA 0

Um terceiro caso provável ligado à mesma família está sendo investigado no leste da Inglaterra, disseram as autoridades de saúde do Reino Unido em comunicado à imprensa.

Eles são os primeiros casos confirmados da doença grave no país em mais de uma década e foram apenas oito no total desde 1980.

A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido, encarregada de investigar o surto, enfatizou que a transmissão de humano para humano é rara e a maioria das pessoas se recupera totalmente.

Acredita-se que os casos sejam todos da mesma família que retornou recentemente da África Ocidental, onde o vírus é endêmico. Seus sintomas são parecidos com o do vírus Ebola. 

Um dos pacientes já se recuperou enquanto o outro está sendo transferido para o Royal Free Hospital, em Londres, para atendimento especializado. O terceiro caso provável está sendo tratado no Bedfordshire Hospitals NHS Foundation Trust.

Os especialistas citam a Febre de Lassa como uma “doença hemorrágica aguda causada pelo vírus Lassa”.

As pessoas geralmente são infectadas pela exposição a alimentos ou utensílios domésticos contaminados com urina ou fezes de ratos infectados com a Lassa. O vírus também pode ser transmitido através de fluidos corporais humanos infectados.

Susan Hopkins, consultora médica chefe de saúde do país disse: “Casos de febre de Lassa são raros no Reino Unido e não se espalham facilmente entre as pessoas. O risco geral para o público é muito baixo. Estamos entrando em contato com os indivíduos que tiveram contato próximo com os casos antes da confirmação de sua infecção, para fornecer avaliação, suporte e aconselhamento adequados”.

A última vez que o vírus foi descoberto no Reino Unido, em 2009, não houve evidência de transmissão de humanos para humanos, de acordo com os órgãos de saúde ingleses.

As pessoas que contraíram o vírus na África Ocidental geralmente vivem em áreas onde há altas populações de roedores. Casos clinicamente preocupantes raramente ocorrem em outras partes do mundo.

A Febre de Laissa pode matar 1 em cada 100 infectados. Ela é endêmica especialmente na Nigéria, Libéria e Guiné.

Em mulheres, o vírus provoca forte sangramento vaginal. Em homens e mulheres, sintomas como dores de garganta, febre, vômitos e sangramento em nariz e boca podem ocorrer, até desenvolver para graves convulsões.

A OMS alerta que 80% das pessoas que contraem o vírus não apresentam sintomas. Quem apresenta, em geral, consegue se recuperar, mas o vírus pode matar 1% dos infectados. O tratamento é feito antivirais que já existem disponíveis no mundo.  

Fonte(s): Daily Mail / Metro UK Imagens: Reprodução / Metro UK via Shutterstock

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