É normal perder uma certa quantidade de cabelo; perdemos algo entre 50 a 100 fios todos os dias. Mas, nem toda queda de cabelo é normal e pode ser sinal de algumas doenças.
O envelhecimento causa queda de cabelo, principalmente nos homens. Sinais de calvície podem surgir em até 50% dos homens acima dos 50 anos e até 40% das mulheres acima dos 40 anos.
No entanto, uma doença chamada Alopécia pode afetar homens e mulheres de qualquer idade e sua causa exata ainda é um mistério para a ciência.
É uma condição em que a perda de cabelo ocorre em pequenas partes da cabeça, geralmente em formato arredondado, sendo chamada de Alopécia Areata. Mas, em alguns casos raros, ocorre a chamada Alopécia Totalis, onde o paciente perde todos os fios do couro cabeludo.
A forma mais avançada e severa é a Alopecia Universalis, onde as pessoas podem perder todos os pelos do corpo e não somente os fios da cabeça.
De acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, a Alopecia Areata afeta cerca de 1 em cada 4.000 pessoas. Estima-se que de 7% a 25% dos pacientes portadores de alopécia irão desenvolver a forma Universalis e Totalis.
Qual a principal causa da alopécia?
A causa exata é desconhecida, mas acredita-se que seja uma doença autoimune. Nas doenças autoimunes, o corpo ataca a si mesmo. Nesse caso, o folículo piloso perde seu privilégio de imunidade e é atacado por engano, fazendo com que o cabelo caia, mas sem deixar cicatrizes na pele.
A alopécia pode acontecer com qualquer pessoa. Embora possa acontecer em crianças, o mais comum é entre a adolescência e os 30 anos. Ter um membro da família com a doença coloca você em maior risco de desenvolver, mas muitos pacientes não possuem nenhum histórico familiar com a condição.
Certas doenças autoimunes, incluindo vitiligo, psoríase e doenças da tireóide, também podem ter uma conexão. Pessoas com essas condições e aquelas que têm alergias, são mais propensas a desenvolver alopécia.
Vários genes foram associados à doença, incluindo alguns que desempenham um papel no bom funcionamento do sistema imunológico. Pensa-se que uma combinação de genes e fatores ambientais, como problemas emocionais, pode desencadear a condição.
As pessoas podem herdar uma predisposição genética para serem mais suscetíveis à alopécia (você não pode herdar a doença), mas nunca a terão, a menos que um fator ambiental a desencadeie.
Os fatores ambientais incluem estresse ou doenças diversas, traumas e infecções, embora os mecanismos por trás disso é incerto e confuso para a maioria dos cientistas que estudam doenças dermatológicas e do sistema imune. Há maiores chances de alopécia em mulheres negras e hispânicas em comparação com mulheres brancas. E a ciência também não sabe dizer o motivo.
Sintomas e tratamentos
A perda de cabelo da Alopecia Areata geralmente começa em manchas redondas ou ovais pela ausência de fios no couro cabeludo, embora possa começar em outras partes do corpo.
A pele parece normal, sem erupções cutâneas ou vermelhidão, embora algumas pessoas relatem sentir coceira, formigamento e até queimação antes que o cabelo caia.
Em alguns casos, o cabelo volta a crescer após alguns meses sem tratamento. Às vezes, mais manchas (espaços sem fios) podem aparecer, mesmo que o cabelo tenha crescido novamente em outras áreas. A alopecia também pode afetar as unhas, com a formação de sulcos e caroços.
A saúde mental também precisa ser levada em consideração porque pessoas com alopécia têm, em geral, níveis elevados de ansiedade e depressão.
Até o momento, existem tentativas de tratamentos para a alopecia que incluem medicamentos de uso tópico, antibióticos e corticoides, embora sejam mais eficazes nos casos leves, mas sem cura conhecida. Os cientistas relatam que é comum a alopecia voltar. Apenas 10% dos pacientes se recuperam completamente.
Fonte(s): IFLScience Imagens: Reprodução / Suthikait Teerawattanaphan / Shutterstock.com