Vídeo: você sabe o que realmente tem por trás da fabricação de uma salsicha?

de Merelyn Cerqueira 0

Essenciais para o preparo dos famosos hot dogs, um dos lanches mais comuns nos Estados Unidos e muito popular aqui no Brasil, as salsinhas foram alvo do programa How It’s Made (“Como É Feito”, em inglês) do canal Science Channel

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O processo é um pouco “nojento”, assim como a composição do produto, e pode fazer com que você nunca mais olhe para um cachorro-quente com os mesmos olhos.

A produção começa com a separação da carne. Se você está ciente dos cortes vendidos nos açougues (bifes, costelas, peitos, coxas, pernas, lombos, etc) saiba que as salsichas são feitas das sobras deles e de subprodutos comestíveis do abate (carne da cabeça, patas, pele, fígado, sangue e tecidos gordurosos) moídos e misturados com tiras de frango, sal, amido, xarope de milho (um tipo de açúcar) e produtos químicos.

Após isso, eles são misturados com água para dar consistência de purê e a mistura resultante é carregada através de tubos de celulose que, de acordo com o Science Channel, levam até 35 segundos para fazer uma corrente que pode medir cerca de duas vezes o tamanho de um campo de futebol.

Após a preparação, elas são cozidas dentro de um invólucro (que são retirados após refrigeração), embaladas e levadas para o consumo.

Alguns dos fabricantes utilizam tripas naturais como invólucros — neste caso, são usados intestinos limpos e processados de animais. Já a maioria das empresas usa envólucro de celulose. 

De acordo com a FAO (Organização para a Alimentação e Agricultura) das Nações Unidas, os produtos pré-cozidos — assim com a salsicha e a mortadela — são feitos a partir de uma massa de carne resultante de uma mistura feita com aparas musculares de baixa qualidade, aproveitadas após o abate.

Por causa desse processo, as sobras podem vir, muitas vezes, carregadas de bactérias, o que faz o pré-cozimento necessário, além de ajudar a separar músculos, pele, nervos e ossos da carne.

Devido aos diferentes tipos de carcaças utilizados, o tempo de pré-cozimento podem ser diferente para cada uma delas, bem como a temperatura, variando entre 65°C e 90°C. 

Esse processo descreve a preparação das salsichas comuns e mais baratas encontradas no mercado. Elas recebem uma quantidade significativa de produtos químicos, gorduras e espessantes. 

Diferentemente disso, as salsichas de maior complexidade como as Kosher (alimentos que só podem ser fabricados obedecendo à lei judaica e suas crenças religiosas, onde é proibido ingerir sangue), todas são feitas de carne vermelha sem enchimentos, cores ou sabores artificias. São utilizadas carnes nobres, sem a adição de químicos, onde exista um controle sobre a forma como os animais foram abatidos. 

E se você ainda não está completamente convencido sobre os perigos representados pela salsicha, aqui vai um fator bônus: de acordo com a Sociedade Americana do Câncer, o consumo de carnes processadas, como salsichas, está associado ao aumento do risco de desenvolvimento de câncer.

Em um estudo realizado pela Associação Americana de Medicina, ficou constatado que as pessoas que comeram carne processada regularmente por um período de dez anos, tiveram aumento de 50% nas ocorrências de câncer no cólon e no reto.

Fontes: Gizmodo / Business Insider / Cancer

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