Veja se você corre o risco de perder seu emprego para um robô

de Gustavo Teixera 0

Acredita-se que no futuro, robôs com inteligência artificial serão responsáveis por muitas tarefas.

Jornal Ciência no seu WhatsApp

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número nos seus contatos. Você receberá notícias do Jornal Ciência diretamente no seu celular.

 

Isso quem prevê é o pesquisador da Universidade de Oxford, Carl Frey, que ao lado do pesquisador Michael Osborne realizou uma metodologia para calcular as chances de um emprego ser totalmente automatizado. Segundos os pesquisadores, os seres humanos estão entrando em uma nova fase de avanço tecnológico nos postos de trabalho.As máquinas já haviam substituído os humanos em muitos casos,como por exemplo, em linhas de montagem.

 

Mas, com o surgimento e evolução da inteligência artificial, existe uma ameaça clara a algumas profissões: Nenhuma indústria ou ocupação é imune à automação. No passado, isso estava restrito a atividades repetitivas. Agora, há um imenso volume de dados sendo gerados. A tecnologia de computação se sofisticou. Equipamentos eletrônicos usados na robótica estão melhores e mais baratos“, disse Frey à BBC Brasil. Isso permite identificar padrões e automatizar atividades não repetitivas, como fazer uma tradução ou dirigir um carro, coisas que não acreditávamos que podíamos automatizar há uma década”, completou.

 

Eles analisaram 702 tipos de emprego com salário superior anual de 40 mil libras, o equivalente a 154.000 reais, que mais correm o risco de ser automatizadas. O resultado revelou no topo do ranking estão as profissões: agente de crédito, analistas de crédito e corretores de imóveis. Algumas outras profissões como atendente em agências de correio, operador de usina nuclear estão bastante ameaçadas também.

 

No entanto, Frey acredita que características como inteligência social e originalidade não possam ser automatizadas.Quanto mais um emprego exigir essas características, mais difícil de ser automatizado. A pesquisa também revelou quais são as profissões mais difíceis de serem automatizadas:  mecânicos,reparadores, diretor de gerenciamento de emergência, terapeuta ocupacional, dentre outras.

 

Além disso, também apareceu algumas profissões com risco médio, como: economistas, historiadores, programadores, pilotos comerciais e dentre outras. Mas isso não significa necessariamente que essas profissões serão automatizadas de fato. Segundo Frey, uma profissão se tornar totalmente automatizada depende de fatores como custos de capital e trabalho, preferência de consumidores e legislação.

 

A automação nem sempre é mais barata do que o trabalhador humano, e, em muitos casos, pode ser mais caro automatizar do que manter o empregado. A automação requer um grande investimento, e o retorno pode não valer a pena“, disse Frey. Além disso, os consumidores têm preferências. Hoje, já existem recepcionistas robôs no Japão, por exemplo, mas as pessoas querem interagir com pessoas, então isso não deve ser adotado tão amplamente.”, completou.

 

Prejuízo

De acordo com o pesquisador, a automação pode ter um impacto negativo em países passando por processo de desenvolvimento. Os países desenvolvidos enriqueceram no século passado por meio da industrialização, o trabalhador foi da agricultura para a manufatura. Foi assim com a Alemanha e no Reino Unido, por exemplo. A China foi o último país a fazer isso“, afirmou Frey.

 

Com a automação, menos gente poderá ser empregada na indústria, fazendo com que os benefícios dessa transição não sejam tão grandes nas economias em desenvolvimento, contribuindo para que elas continuem mais pobres em comparação com as nações desenvolvidas.”, finalizou.

[ BBC ] [ Fotos: Reprodução / Wikimedia ]

Jornal Ciência