TOP 7 incríveis perguntas com respostas complexas

de Bruno Rizzato 0

Peça para um físico explicar sobre o raio do buraco negro no centro da galáxia. Provavelmente, ele irá dizer várias informações, até mais do que você gostaria de ouvir. Agora, pergunte ao mesmo físico como uma bicicleta funciona e, provavelmente, ele não saberá responder.

Muitos cientistas não possuem respostas para várias perguntas simples que podem nos intrigar no cotidiano. Outras, poucas pessoas foram capazes de respondê-las. Portanto, descubra agora sete perguntas incrivelmente simples que possuem respostas muito complexas.

1 – Por que os gatos ronronam?

De acordo com Leslie Lyons, da Universidade da Califórnia, nos EUA, a maioria das espécies de felinos produzem um som vocalizado como o “ronronar”. Os gatos domésticos ronronam em várias situações, em momentos de alegria ou tristeza.

Por conta disso, descobrir a função do som foi uma tarefa árdua para os cientistas. Segundo Leslie, em uma publicação na Scientific American, o ronronar pode ter relação com o crescimento dos ossos. O ronronar possui uma frequência de até 150 megahertz, e os sons nesta faixa podem melhorar a densidade óssea e promover a cura. Para os gatos, que dormem muito, isso poderia ser um método de baixa energia para manter os músculos e ossos saudáveis ​​sem precisar usá-los. Porém, trata-se apenas de uma teoria.

2 – Como as bicicletas funcionam?

Pode parecer simples, mas entender o funcionamento da bicicleta permanece um mistério para os cientistas. As bicicletas podem ficar em pé enquanto estão se movendo e podem inclinar-se, mas seu eixo de direção (o polo ligado ao guidão), ao virar para o outro lado, deixa a bicicleta ereta novamente. Este efeito restaurador foi acreditado por muito tempo como resultado de uma lei da física chamada “conservação do momento angular”, ou seja, com as oscilações da bicicleta, o eixo perpendicular ao sentido de giro de suas rodas ameaça mudar e ela se autocorrige a fim de preservar a direção do referido eixo (efeito giroscópico).

Porém, em 2011, Andy Ruina liderou um grupo de engenheiros na Universidade de Cornell, nos EUA, e a teoria acima se mostrou falha. Mas o trabalho mostrou que há muitos efeitos que garantem a estabilidade das bicicletas, incluindo efeitos giroscópicos e de fuga (que mantêm o eixo ereto com o movimento contínuo), que interagem de formas extremamente complexas. “As interações complexas não foram levadas em conta. Minha suspeita é que nós nunca vamos conseguir chegar a essa resposta”, disse Ruina.

3 – Como os raios são formados?

Raios se formam porque cargas elétricas positivas ficam perto dos topos das nuvens carregadas e cargas negativas se acumulam no lado oposto. A atração elétrica entre essas cargas opostas e as cargas acumuladas no chão fica forte o suficiente para superar a resistência do ar ao fluxo elétrico, completando um circuito elétrico e desencadeando um “relâmpago”.

Mas por que as cargas se acumulam em diferentes partes das nuvens? Este é um longo debate teórico. Uma teoria acredita que, quando as partículas de gelo no interior de uma nuvem colidem, tendem a se separar em partículas menores com carga positiva e partículas maiores com carga negativa. A gravidade puxa as partículas maiores, carregadas negativamente, para baixo, e correntes de ar levam as partículas menores, carregadas positivamente, para cima, o que resulta num desequilíbrio. Mas os valores medidos de campos elétricos em trovoadas não parecem coincidir com os resultados esperados pelos cientistas. Outra teoria acredita que os elétrons de alta energia entregues pelos raios cósmicos do espaço armazenam-se na nuvem e entram em conflito com os negativos que lá estavam, causando o desequilíbrio de carga. Não se sabe qual teoria está certa e o debate parece longe do fim.

4 – Por que as mariposas são atraídas por luzes?

As mariposas sempre voam em direção à luz e acabam morrendo em contato com ela. Mas por que isso acontece? Alguns entomologistas acreditam que seus sistemas de navegação internos sejam influenciados pela luz, em um comportamento chamado orientação transversal, segundo Jerry Powell, um entomologista da Universidade da Califórnia, nos EUA. Mas esta teoria possui dois grandes obstáculos. Segundo Powell, fogueiras existem há cerca de 400.000 anos, mas não possuem o mesmo efeito das lâmpadas. Outro problema é que as mariposas não poderiam usar a navegação transversal, pois mais de metade das espécies não migra. Isso dificulta as teorias.

Por exemplo, sabe-se que os machos são atraídos por luz infravermelha, pois ela possui frequências de luz semelhantes às emitidas por feromônios de espécies do sexo feminino. Em suma, mariposas machos poderiam ser atraídas para a luz sob a falsa crença de que elas sejam fêmeas enviando sinais sexuais. No entanto, Powell aponta que as mariposas são mais atraídas à luz ultravioleta do que à luz infravermelha.

5 – Por que existem canhotos e destros?

Um décimo das pessoas pode ter mais capacidade motora usando seus membros do lado esquerdo do que o direito. Ninguém sabe porque existem pessoas canhotas, mas cientistas possuem uma teoria. Acredita-se que o lado esquerdo e direito do cérebro, que controlam os lados opostos ao corpo, possuem capacidades distintas. Em geral, o lado esquerdo é o dominante na linguagem, processando o que se ouve e se fala.

Ele também é responsável pela realização da lógica e cálculos matemáticos exatos. Quando você precisar recuperar um fato, seu lado esquerdo será o responsável pelo resgate em sua memória. O lado direito é, principalmente, encarregado das habilidades espaciais e reconhecimentos visuais. Porém, nem todas as pessoas destras controlam o discurso no lado esquerdo, enquanto apenas metade dos canhotos fazem isso. Ou seja, isso não consegue explicar a existência de pessoas canhotas no mundo.

6 – Por que o bocejo é contagioso?

No ano passado, pesquisadores austríacos ganharam um Prêmio Nobel com a descoberta de que bocejos não são contagiosos entre as tartarugas de pés vermelhos. Porém, o bocejo humano continua sendo um enigma. “Ver a abertura de mandíbulas de uma pessoa, seu cerrar dos olhos e a inalação profunda, sequestra seu corpo e o induz a replicar o comportamento observado”, escreveu o psicólogo Robert Provine, da Universidade de Maryland, nos EUA.

Análises de escaneamentos cerebrais mostram que as regiões do cérebro associadas com a teoria da mente (a capacidade de atribuir estados mentais e sentimentos para si mesmo) e a autotransformação tornam-se ativas quando as pessoas observam outras pessoas bocejando. Muitas pessoas autistas e esquizofrênicas não apresentam essa atividade cerebral. Esses indícios sugerem que o bocejo contagioso reflete uma capacidade de empatia e forma laços emocionais com os outros, de acordo com Provine. Porém, o motivo pelo qual nossas conexões sociais incluem os bocejos é um mistério.

7 – O que causa a eletricidade estática?

Choques estáticos são tão misteriosos quanto desagradáveis. Sabe-se que eles ocorrem quando um excesso de carga positiva ou negativa se acumula na superfície do seu corpo, e é descarregada ao tocar em algo neutralizado. Também podem ocorrer quando a eletricidade estática se acumula em um objeto tocado, tornando a “vítima” a receptora de carga. Porém, não se sabe ao certo porque acontece tamanho acúmulo de energia. A explicação tradicional diz que, quando dois objetos se encontram, o atrito joga os elétrons para fora dos átomos em um dos objetos, sendo transferidos ao outro com um excesso de átomos com carga positiva, que devolve elétrons negativos ao outro, dando a energia estática.

Mas por que os elétrons fluem de um objeto para o outro, em vez de moverem-se em ambas as direções? A resposta nunca foi encontrada, mesmo após um estudo da Universidade Northwestern, nos EUA, feita pelo pesquisador Bartosz Grzybowski, no ano passado. De acordo com a divulgação feita pela revista Science, Grzybowski descobriu que excessos de carga – tanto negativa quanto positiva – existem em objetos estaticamente carregados. Ele também descobriu que as moléculas inteiras pareciam migrar entre objetos quando esfregados, e não apenas os elétrons.

O estudo não conseguiu descobrir o que gera tal diferença de cargas e a migração de material, mas as respostas sobre eletricidade estática podem estar próximas.

[ Live Science ] [ Foto: Reprodução / Live Science ]

Jornal Ciência no seu WhatsApp

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número. Você receberá primeiro as notícias do Jornal Ciência em seu celular.

Jornal Ciência