Simulação impressionante mostra tempestades que ocorrem dentro de estrelas!

de Bruno Rizzato 0

Sob uma superfície aparentemente calma, estrelas abrigam regiões de intensa turbulência. Agora, os pesquisadores criaram animações de computador que simulam tais tempestades internas para revelar como estrelas adquirem sua rotação. Eles esperam que modelos como este possam ajudá-los a compreender a relação entre a rotação das estrelas, sua idade e seus enormes campos magnéticos.

Jornal Ciência no seu WhatsApp

Clique aqui (61) 98302-6534, mande “olá” e salve nosso número nos seus contatos. Você receberá notícias do Jornal Ciência diretamente no seu celular.

Desenvolvidos por pesquisadores da Universidade do Texas, em Austin, EUA, estes modelos mostram uma estrela com praticamente a mesma massa que o nosso Sol, mas que gira cinco vezes mais rápido. Os padrões complexos em seu interior são gerados usando algoritmos usados ​​pelo supercomputador da guarda florestal no Texas Advanced Computing Center. Eles revelam a turbulência viciosa presente dentro do plasma, causada pelas intensas temperaturas no centro da estrela, de acordo com um relatório do portal Gizmodo.

A imagem abaixo é uma gif. Por ser um pouco pesada, pode demorar para carregar a animação. Tenha paciência! 🙂

tempestade-dentro-de-estrelas

As estrelas mais quentes podem chegar a quase 55.500 °C, muito mais quente do que qualquer coisa vista na Terra. “Estrelas como o Sol abrigam regiões vigorosas de intensa turbulência abaixo de suas superfícies, aparentemente calmas”, escreveu a National Science Foundation, que lançou as animações.

“Os movimentos turbulentos são conhecidos como convecções, e surgem do calor escaldante produzido profundamente no núcleo estelar”. Além de ter núcleos turbulentos, a estrela também gira, e as mais jovens são mais rápidas. Este processo converte a energia cinética em energia magnética.

Em janeiro deste ano, cientistas norte-americanos conseguiram, pela primeira vez, medir a velocidade de centrifugação de estrelas de mais de um bilhão de anos. Eles disseram que suas descobertas podem ajudar a traçar a idade das várias estrelas no nosso universo, e também ajudar a dizer aos cientistas as regiões espaciais mais prováveis de abrigar vida alienígena.

O método, com uma precisão de cerca de 10% da idade real da estrela, funciona em estrelas frias de tamanho aproximado ao nosso sol, ou menores. Estas estrelas frias duram por muito tempo e saber sua idade é particularmente relevante para a busca de sinais de vida alienígena fora do nosso sistema solar. A taxa de rotação da estrela depende da sua idade, já que ela diminui de forma constante ao longo do tempo. A rotação de uma estrela também depende de sua massa.

Astrônomos descobriram que as maiores e mais pesadas tendem a girar mais rápido do que as menores e mais leves. Este novo trabalho mostra que existe uma relação matemática estreita entre a massa, a rotação e a idade das estrelas, de modo que, através da medição dos dois primeiros itens, os cientistas podem calcular o terceiro.

“Nós descobrimos que a relação entre a massa, a taxa de rotação e a idade pode ser definida por observações para obter as idades de estrelas individuais, não superiores a 10%”, explicou o coautor Sydney Barnes, do Instituto Leibniz de Astrofísica, na Alemanha.

Fonte: Daily Mail 

Jornal Ciência