Saiba a verdade sobre o Zika vírus. Os números reais assustam!

de Rafael Fernandes 0

Como se não bastasse o terror que a dengue vem tocando no nosso país ultimamente, eis que existe outro vírus que pertence à mesma “família” e que dá “zica”.

Apesar de soar inusitado, é assim que a enfermidade provocada pelo vírus é conhecida. O vírus foi identificado em abril de 2015 e se tornou a nova dor de cabeça das autoridades de saúde no país. O vírus é transmitido pelo mesmo mosquito que causa a Dengue, o Aedes aegypti.

Transmitido por diversas espécies de mosquitos do gênero Aedes — incluindo o africanus, apicoargenteus, furcifer, luteocephalus e vitattus —, aqui no Brasil o Zika vírus encontrou no Aedes aegypti, mesmo inseto transmissor da dengue, da febre amarela e da chikungunya, o vetor perfeito de transmissão. Aliás, ele provavelmente chegou ao nosso país com os turistas que vieram para a Copa do Mundo no ano passado.

O vírus foi identificado em terras brasileiras por dois pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia depois que uma doença misteriosa começou a preocupar a população de Salvador e região metropolitana. Esta é a primeira vez que o Zika é identificado na América Latina, e a confirmação veio após uma análise mais detalhada de amostras de sangue de pacientes infectados.

Após o contágio, o período de incubação pode levar de 3 a 12 dias, e os sintomas da febre Zika são bem parecidos com os provocados pela dengue. Assim, é comum que os infectados desenvolvam febre intermitente, coceira, dor nos músculos, vermelhidão nos olhos, náuseas, conjuntivite e erupções na pele. Além disso, outros sinais da doença são a fotofobia, a conjuntivite e erupções cutâneas por todo o corpo, incluindo as palmas das mãos e as plantas dos pés, acompanhadas de muita coceira.

O que diferencia o Zika da Dengue é que ele desaparece em um prazo de 3 a 7 dias, mas as consequências da infecção são mais complicadas e críticas. Da mesma forma como acontece com a Dengue, não existe vacina contra o Zika vírus e o tratamento é sintomático. Isso significa que os sintomas normalmente são amenizados com o uso de anti-inflamatórios não-esteroides, bem como de analgésicos e antitérmicos que não contenham ácido acetilsalicílico em sua composição. É o próprio organismo dos doentes que se encarrega de combater o vírus.

A Organização Mundial da Saúde emitiu um alerta avisando que é esperado que o Zika chegue a todos os países das Américas, com exceção do Canadá e o Chile, que são lugares onde os mosquitos vetores não moram. E o mais preocupante é a relação que o Ministério da Saúde relatou entre o Zika vírus e a microcefalia: exames feitos em fetos com microcefalia apontaram que as gestantes que os portavam estavam infectadas. O caso serviu de alerta para todas as gestantes.

Vale lembrar que o Zika vírus é transmitido pelo Aedes aegypti, isso significa que a população deve ter mais cuidado pela manhã e ao fim do dia — quando o mosquito é mais ativo —, assim como em períodos de muito calor e chuva. Além disso, é preciso evitar o acúmulo de água em vasos de plantas, potes, garrafas, pneus, calhas, bacias etc., e manter caixas d’água, cisternas, tanques, barris e recipientes do tipo devidamente fechados.

No Brasil, o Ministério da Saúde estima entre 497.593 e 1.482.701 casos de Zika em 2015. Mas o número de infecções já chegou aos milhares também na Colômbia, El Salvador e Cabo Verde.

13.531 casos de Zika foram anunciados pelo governo colombiano. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20) pelo Ministério da Saúde e Proteção Social.

Fonte: Europa / Combate a Dengue / Diário do Nordeste Foto: Reprodução / Wikipédia

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