Iogurtes, biscoitos, sorvetes e sucos de caixinha: você come corante alimentício feito com insetos!

de Merelyn Cerqueira 0

Segundo diretrizes da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é permitida a presença de matérias estranhas dentro de um produto, uma vez que inadvertidamente isso pode ocorrer durante o processo de manipulação ou fabricação.

Contudo, em alguns produtos alimentícios isso ocorre por “necessidade”. Este é o caso de alguns alimentos que levam uma espécie de corante natural feito à base de um inseto chamado cochonilha. 

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A cochonilha (Dactylopius coccus) é, para todos os efeitos, uma praga de jardim.

Embora possua uma coloração branca, dela que é extraído o corante carmim, por meio de um processo de secagem feito apenas em fêmeas.

Esse corante, considerado natural, é adicionado em produtos que consumimos diariamente, como iogurte, biscoitos, sorvetes, roupas, cosméticos e até mesmo tintas.

O corante de cochonilha é utilizado desde a antiguidade clássica, especialmente pelas civilizações asteca e maia. Embora a expressão “corante natural” confunda muita gente, ela realmente se refere a um inseto.

Entretanto, ele não é considerado um produto tóxico ou carcinogênico, diferente de outros corantes artificiais.

Porém, há relatos de pessoas que são alérgicas a ele, correndo o risco de sofrerem choque anafilático.

Fonte: Diário de Biologia Fotos: Reprodução / Diário de Biologia

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